Você se lembra de quando foi que viveu algo “pela primeira vez” mais recentemente? Fiquei pensando nisso ao perceber a empolgação dos amigos que eram estreantes no fim de ano no Rio. Enquanto eu dava plantão, eles se esbaldavam. Saíam de casa cedo e só retornavam no fim do dia. Emendaram mergulho no mar, mate e biscoito Globo com chope no bar e pedaladas na ciclovia até o sol se pôr. Nas conversas antes de dormir, vinham os balanços, sempre positivos: “Que dia maravilhoso, o céu estava com uma luz tão bonita que eu nem sabia para onde olhar”. E na virada? Eles queriam ver todos os shows, olhos vidrados nos fogos, fotos para registrar o momento, os drones do Alok… Aquela energia de curtir, com 100% de aproveitamento, uma experiência inédita, sem deixar nada passar. Presenciando essa alegria, parecida com a de uma criança que curte um brinquedo novo, perguntei a uma amiga: “Como você definiria o réveillon no Rio?”. “Chocante, impactante”, devolveu ela.