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— Podemos fazer série, filme, mas as perguntas são sempre sobre a volta às novelas, porque é um produto que tem um lugar diferente no coração do brasileiro. E estou felicíssima com o meu retorno e mais ainda por ser uma novela que fala sobre a África, algo inédito. Eu disse para a Duca, autora, que mesmo que não estivesse no elenco, iria assistir — empolga-se ela. — E quando encontrei o Elísio, fiquei muito emocionada, pois a novela também é um pouco do sonho de cada um. Para ele, como pessoa preta, ter a oportunidade de colocar no papel essa história.
Com Júlio Fischer, o outro autor, Erika tem uma relação mais antiga. A atriz conta que Fischer foi muito importante em sua vida em um período difícil na carreira. Ele, Walther Negrão e Suzana Pires foram os autores de “Sol nascente” (2016).
— Eu quase voltei para Minas, pois fiquei muito tempo sem trabalhar, não tinha mais emprego, não tinha como me sustentar no Rio. Só pensava: “Tenho que ir embora”. Pedi um teste para uma produtora de elenco, que me falou sobre “Sol nascente”. Eu lembro de ela me dizer que tinham gostado tanto do meu teste que escreveriam um personagem para mim. Aquilo foi o resgate da minha carreira, o que me trouxe de volta. E aí, no meio dela, eu recebi o convite para “O outro lado do paraíso“, e a minha vida foi se reerguendo.
Ela fala como foi o período sem trabalho:
— Eu estava num looping, entrando num processo depressivo que foi muito pesado. Começando a duvidar do meu potencial, e, quanto mais a coisa vai dando errado, mais o pensamento vai ficando negativo e começa a autossabotagem. Já fazia os testes me conformando que não passaria porque não era boa. Mas acredito muito na força do pensamento e tinha que dar um jeito de ficar. Já fui muito tímida, mas hoje vejo que não há problema algum em se colocar à disposição ou pedir um teste.
Na vida pessoal, a atriz vive um momento novo. Erika está namorando o cantor Arlindinho. O romance foi assumido nas redes no dia 30 de dezembro (os dois estavam juntos desde outubro), logo depois que ele fez uma surpresa para ela em Pernambuco:
— Estávamos no início da relação, e eu não queria falar ainda, havia muita especulação, e eu terminei um relacionamento anterior em maio. Além disso, estava entendendo o que aquilo estava virando. Ele já tinha feito um lindo pedido de namoro. Teve um dia que não cantou e disse que iria para São Paulo. Lembro que liguei para ele, que me pediu cinco minutos. Achei estranho porque costumamos nos falar o dia inteiro. Meu amigo foi buscar uma água para a gente e, quando vi, lá estava ele (em Pernambuco). Custei a entender o que tinha acontecido. Foi um gesto muito legal e a prova de que quem quer dá um jeito.
Erika conta que vem se sentindo leve na nova companhia:
— Acho que hoje em dia muita gente tem medo de ser emocionada, de falar o que sente. Eu sou muito romântica. Amor faz bem, é inspirador. E ele é um cara engraçado, gente boa, que trata todo mundo bem. Falar ‘eu te amo’ é fácil, mas ele mostra em atitudes. Que esse relacionamento nos faça feliz e que a gente fique junto por querer estar. Vou nos dar a chance de viver isso.
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Erika Januza e Arlindinho — Foto: reprodução