Após o triunfo por 1-0 sobre a Portuguesa, no arranque do Campeonato Paulista, Abel Ferreira confessou que começa a nova época com «orgulho ferido e um pouco de raiva». O treinador do Palmeiras também sublinhou que teve pouco tempo para trabalhar com a equipa.

«Bati mais um recorde, uma pré-época de quatro dias. Vi os jogadores com bateria acima de 15 ou 20 por cento, depois do descanso merecido. Vejam o que faz o Guardiola ou o técnico do PSG. A meio da temporada, os jogadores saem uma semana. Além do desgaste físico, existe o mental. Em quatro dias, estivemos bem», disse o treinador português, em conferência de imprensa, antes de elogiar Marlon Freitas, reforço ex-Botafogo.

«Mostrámos dinâmica, nem sempre com as melhores decisões no último terço. Feliz pela dinâmica que vi, de jogadores novos só temos um, o Marlon, que vai trazer maturidade, experiência e pausa no jogo», vincou.

«Foi uma grande contratação, muito contente por trazer um jogador com esta qualidade que vai acrescentar não só liderança, porque saíram Rocha, Mayke, Zé Rafael, Rony e Luan. Uma equipa também é feita de experiência, “malandrice”, cobrança e queremos isso este ano.»

Abel Ferreira também apontou baterias ao VAR, que entrou em cena aos 50 minutos para que o árbitro exibisse vermelho a Igor Torres, da Portuguesa.

«Aprendemos este ano, até o VAR aprendeu, vocês viram? Não sei se o VAR da Libertadores era diferente. Muito triste, com uma final teoricamente de VAR e árbitro top. A prova de como o treinador do Palmeiras às vezes é chato. Dizem que o Palmeiras não finalizou, mas este asterisco ninguém vai tirar e hoje é a prova disso», concluiu, numa alusão à polémica final da Libertadores com o Flamengo.

O Palmeiras, diga-se, volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, na receção ao Santos.