O semanário escreve na sua edição online que “são já 30 dias consecutivos com um número de mortes acima dos níveis expectáveis”. Acrescenta que a tendência se manteve no início do novo ano, com o dia 2 de janeiro a registar 540 óbitos, o que corresponde a “um excesso de mortalidade de 52%”, e também no dia 4 se superaram as 500 mortes.
Citando a rede europeia de monitorização da mortalidade (EUROMOMO), lê-se ainda que Portugal registava na útima semana do ano “um excesso de mortalidade muito elevado quando nos restantes países já nem sequer se verifica uma situação de excesso de óbitos”.
Segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado no passado dia 8, Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias. A DGS e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) referem que o excesso de mortalidade registado é um padrão compatível com a fase epidémica da gripe sazonal, com maior incidência nos grupos etários mais avançados, a partir dos 65 anos, em particular na população com 85 e mais anos, que apresenta maior vulnerabilidade aos efeitos combinados das infeções respiratórias e das temperaturas extremas.
“O ano passado terminou com 122 mil mortes (…) acima das 116 mil registadas em 2024”, refere o “Expresso”, acrescentando que só no mês de dezembro morreram 12.842 pessoas em 2025, quando no ano anterior foram 10.939.