Maria Leal Craveiro marcou presença nas cerimónias fúnebres de Maycon Douglas, que se realizaram no passado domingo, dia 11, e, mais tarde, fez um sentido desabafo sobre este momento delicado, nas redes sociais.
“Há mais ou menos um ano, éramos 22 pessoas felizes dentro de uma casa. Havia discussões, dinâmicas, ‘guerrinhas’, mas, no final de contas, éramos todos cordiais, educados e preocupados uns com os outros”, começou por escrever a jovem, fazendo referência ao reality show da TVI “Secret Story 8”.
“À parte de tudo, nós fomos felizes de verdade ali. Muito felizes. Nós sabemos bem o que vivemos e o que, no fundo, sentíamos uns pelos outros. Até sair por aquela porta. Disse muitas vezes sentada naquele confessionário, em lágrimas, que o meu medo era sair de lá. Queria lá ficar fechada para sempre porque tinha medo do que me esperava cá fora. E tinha razão. O mundo é muito cruel. A vida é muito injusta”, continuou Maria Leal Craveiro.
A ex-concorrente do referido formato referiu que “a vida é uma montanha-russa em que, num mês estamos em altas e, no mês seguinte, ninguém se lembra de nós. Num dia estamos felizes e no dia seguinte estamos a chorar”.
“É preciso força para entrar numa experiência destas e acarretar com as consequências que daí vêm:
enfrentar o mundo real desamparados, sem qualquer tipo de apoio. É preciso força para lidar com a ilusão das coisas boas que chegam depressa e com a desilusão das coisas más que vêm ainda mais depressa: as amizades que eram para a vida e afinal não o são, as relações que iriam ser para sempre e afinal não o foram, as expectativas de que a vida iria mudar imenso e, afinal, não mudou porra nenhuma”, lamentou.
“É preciso pedirmos ajuda quando não a encontramos, assumirmos as nossas fraquezas, as nossas lutas e, se for preciso, deitarmos a toalha ao chão. Odeiem menos as pessoas. Tenham empatia e deixem os outros em paz”, pediu, ainda.
“Seja o que for que tenha acontecido: que ninguém neste mundo precise de ir procurar a sua paz a outro lugar qualquer”, rematou, numa clara alusão à morte do amigo.
Recorde-se que, por enquanto, não se pode ainda concluir se o cenário da morte foi de suicídio, homicídio ou acidente. Além disso, ainda faltam exames toxicológicos, cujos resultados serão conhecidos dentro de um mês.
Veja, agora, a publicação de Maria Leal Craveiro.
