O candidato presidencial Marques Mendes dedicou a manhã de terça-feira a reforçar os ataques a João Cotrim de Figueiredo, defendendo que os eleitores que votaram antecipado na “candidatura da Iniciativa Liberal” terão sentido “uma desilusão” ao ouvir o seu rival admitir a hipótese de apoiar André Ventura na segunda volta caso não venha a ser um dos dois mais votados neste domingo.

Definindo-se como “o candidato da estabilidade”, o antigo líder social-democrata, que começou o dia de campanha em Fátima, defendeu que a declaração de Cotrim de Figueiredo na véspera – apesar de o eurodeputado da Iniciativa Liberal ter feito vários esclarecimentos ao longo da segunda-feira, vincando que não querer Ventura na Presidência da República -, reforça a ideia de que a sua candidatura “é a única que pode evitar o populismo, o radicalismo e o experimentalismo”.

Mais tarde, durante uma pequena arruada, com diversas paragens em lojas de artigos religiosos, na qual foi acompanhado pelo presidente da Câmara de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, e por figuras nacionais do PSD, como o eurodeputado Sebastião Bugalho ou o ex-ministro da Economia Pedro Reis, Marques Mendes tocou a rebate contra Cotrim de Figueiredo, que tem aparecido com uma vantagem entre quatro e sete pontos percentuais na tracking poll da Pitagórica. Nesta segunda-feira, o atual conselheiro de Estado deixou mesmo de estar em empate técnico, descendo para 14,5%, atrás de António José Seguro (21,4%), Cotrim de Figueiredo (21,1%), André Ventura (19,7%) e Gouveia e Melo (17%).