O homem era sócio e a mulher empregada de agências imobiliárias, entretanto encerradas, que publicitavam e vendiam terrenos para construção em vários locais do distrito do Porto, com compromisso de edificação de moradias. Porém, os imóveis nunca saíram do papel.
O casal terá celebrado contratos com dezenas de vítimas, que, confiando estarem a adquirir as moradias exibidas nos projetos, entregavam os valores que lhes eram solicitados, ficando a aguardar o cumprimento do prometido, até se apeceberem que tinham sido enganadas.
Até ao momento, a PJ terá apurado prejuízos superiores a 140 mil euros, mas a investigação prossegue no sentido de identificar outros lesados, admitindo-se que os prejuízos relativos a negócios celebrados pelas agências usadas pelos suspeitos possam chegar a cerca de um milhão de euros.
Esta terça-feira, a Diretoria do Norte da PJ deu cumprimento a três mandados de busca nas zonas de Matosinhos e de Vila do Conde, e deteve o casal por indícios de burla qualificada.
Os detidos, de 50 e de 39 anos, serão presentes, na quarta-feira, ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.