O caso da brasileira de 30 anos, detida na Coreia do Sul por suspeita de perseguir o cantor Jungkook, membro mais jovem do grupo BTS, agora conta com o envolvimento da família da mulher, que faz apelo para trazê-la de volta ao Brasil sobre a alegação de que ela tem transtorno mental e não está fazendo uso da medicação necessária.
O caso
No dia 4 de janeiro, a brasileira foi detida nas imediações da casa do idol no distrito de Yongsan, em Seul, na Coreia do Sul, sob acusação de perseguir o cantor. Segundo o jornal The Korea Times, ela foi presa sob suspeita de violar a lei contra perseguição, já que teria ido ao local duas vezes em dezembro de 2025, além de ter enviado correspondências, colocado fotografias no corrimão do prédio e deixado mensagens nas proximidades da casa de Jungkook.
Conforme relatado pelo jornal, a brasileira acabou levada pela polícia após a família de Jungkook solicitar uma ordem de restrição, ainda assim, a última atualização do caso diz que ela já foi liberada.
O pedido da família
Agora, em entrevista ao G1, a família da brasileira contou que ela é da Paraíba, mas havia se mudado São Paulo há pelo menos dois anos. A jovem ainda teria viajado para Coreia do Sul em novembro de 2024 sem avisar os familiares, os quais afirmam ter descoberto que ela já não estava mais no Brasil através das redes sociais.
A partir de então, a preocupação tomou conta da família, como afirma uma parente não identificada ao portal. Isso porque, a familiar afirma que a brasileira tem transtorno mental e está sem fazer uso da medicação controlada, além de que estaria no momento em um surto psicótico “por acreditar que Jungkook é o grande amor da vida”.
Na mesma matéria, o G1 conversou com outro membro da família da brasileira que também prefere não se identificar, que revelou o mais sobre o histórico da jovem ao contar que ela teve outro episódio de desorganização da representação da realidade em 2021. “Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.
Além disso, já no país do leste asiático, a brasileira teria bloqueado o contato com grande parte dos parentes e só a mãe consegue falar diretamente com a jovem, gerando ainda mais preocupação acerca do estado de saúde dela.
Em complemento, Paloma Lopes Ventura, especialista em direito internacional, afirmou que há também dificuldade de saber mais sobre a situação real da brasileira já que o consulado brasileiro na Coreia do Sul teria compartilhado que não poderia fornecer informações sem o consentimento da própria jovem.
“Isso é completamente inviável. Ela não vai dar consentimento se está sob uma crise fortíssima do transtorno mental que tem”, defendeu Ventura.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, afirmou que a família tem recebido a assistência consular cabível e defendeu: “Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”.
Como resultado, a família defende a deportação compulsória da brasileira. “O psiquiatra dela irá elaborar um laudo médico para que possamos enviar às autoridades coreanas e ao governo, para que seja aberta uma investigação e, posteriormente, aprovada a deportação”, disse Ventura.
O caso segue em andamento.
Izabela Queiroz, jornalista por paixão e cinéfila de carteirinha. Formada pela UNINOVE, encontrou na escrita o lugar ideal para unir tudo o que mais gosta: filmes, séries e música. Nos textos, há quase sempre referências a algo relacionado à cultura pop que a marcou. Fora deles, a encontrará assistindo histórias com reviravoltas chocantes, romances cativantes e dramas que a fazem chorar.