Em 2024, o excedente comercial tinha sido de 992 mil milhões de dólares (852 mil milhões de euros).

Em dezembro, as exportações aumentaram 6,6%, em termos homólogos, superando as previsões dos analistas e o crescimento de 5,9% registado em novembro. As importações também subiram 5,7% em dezembro, face a um crescimento de 1,9% no mês anterior.

Economistas preveem que as exportações continuem a ser um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2026, apesar das tensões comerciais e geopolíticas. “Continuamos a esperar que as exportações desempenhem um papel importante no crescimento económico este ano”, afirmou Jacqueline Rong, economista-chefe para a China no banco BNP Paribas.

Embora as exportações para os Estados Unidos tenham caído acentuadamente desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca e a intensificação da guerra comercial com Pequim, a quebra tem sido compensada por um aumento das vendas para mercados da América do Sul, Sudeste Asiático, África e Europa. As exportações robustas têm permitido à China manter um crescimento económico próximo da meta oficial de 5%, embora tenham também suscitado preocupação noutros países, que temem a concorrência de importações a preços reduzidos para as industriais locais.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apelou recentemente à China para corrigir os desequilíbrios estruturais da sua economia e acelerar a transição de um modelo centrado nas exportações para um crescimento impulsionado pela procura interna e pelo investimento.

A crise prolongada no setor imobiliário, após o reforço das restrições ao endividamento excessivo, continua a afetar a confiança dos consumidores e a travar a procura interna.

O economista Gary Ng, do banco francês Natixis, prevê que as exportações da China cresçam cerca de 3% em 2026, abaixo dos 5% registados no ano passado, estimando que o excedente comercial se mantenha acima de 1 bilião de dólares (858 mil milhões de euros) este ano.