“18 de Janeiro, Ventura em primeiro”, grita a multidão, em delírio, à porta do Mercado das Caxinas, em Vila do Conde. Das bancas aos cafés mais próximos, as Caxinas vestiram-se a rigor para receber o candidato. Ali, em terra de pescadores, não faltam críticas a um estado que os “afoga em impostos” e “dá tudo a quem não trabalha”. André Ventura sente-se “como peixe na água” e ninguém diria que aquele era, há meia dúzia de anos, um dos mais sólidos bastiões do PS. O candidato do Chega disparou em todas as direções: do “nadador que vem tentar salvar Marques Mendes” ao “desespero” de Cotrim, passando pelo “socialismo derrotado” de Seguro. Quer “um Portugal do futuro”, mudar a Constituição, o fim do Mercosul e dos que “venderam” Portugal à Europa”, mas recusa o epíteto de extremista. O povo, “cansado dos mesmos”, vai com a maré, que as sondagens deixam, cada vez mais, confiante numa ida à segunda volta.

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