Música, ficção científica e o regresso de sagas muito aguardadas. No que toca a produções cinematográficas, 2026 ”está bem e recomenda-se”. A diversidade e a qualidade são as características transversais aos filmes que aqueles que resistem ao adeus às salas terão oportunidade de ver em ecrã gigante. Contudo, este grupo de resistentes perde elementos todos os anos. Em 2025, o número de espectadores desceu oito por cento face a 2024, revelou esta segunda-feira, 12 de janeiro, o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

No ano passado, as salas nacionais receberam 10,9 milhões de espectadores, — o pior número desde 1996 (com exceção do período entre 2020 e 2022, devido à pandemia de Covid-19), segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística. 

Paradoxalmente, as estreias aumentaram: 406 títulos em 2025, face aos 393 de 2024, perspectiva que aponta para uma subida em 2026, entre blockbusters, filmes de autores consagrados, adaptações de bestsellers e clássicos da literatura revisitados, como “O Monte dos Vendavais” (13 de fevereiro) com Jacob Elordi e Margot Robbie e “Razão e Sensibilidade” (25 de setembro).

Desde “Toy Story 5” a “O Diabo Veste Prada 2”, não faltam sequelas populares por onde escolher, incluindo “Gritos 7” ou “Scary Movie 6”. Já os fãs do universo Marvel podem contar com um vilão icónico, Doutor Destino, interpretado por Robert Downey Jr.. A mega-produção dos irmãos Russo, “Vingadores: Doomsday” (18 de dezembro), promete trazer um novo élan ao universo dos super heróis. Este ano também há uma nova expansão de “Star Wars”, o filme “The Mandalorian and Grogu”, com estreia marcada para 22 de maio.

Entre obras relacionadas com a música, a palavra de ordem é diversidade. Dos documentários dedicados a Liza Minnelli, como “Liza Minelli: Uma História Verdadeira e Absolutamente Fabulosa” (29 de janeiro); ao Rei do Rock n’Roll, “EPiC: Elvis Presley em Concerto” (20 de fevereiro), passando pelo Rei da Pop, Michael Jackson, “Michael” (24 de abril); sem esquecer o filme-concerto imersivo de Billie Eilish, “Hit Me Hard And Soft: The Tour (Live In 3D)”, co-realizada com James Cameron; e ao português Carlos Paião, “Playback” (14 de outubro).

Analisando apenas o cinema nacional, a lista de imperdíveis está igualmente bem composta. Inclui o filme de animação “Viana: A Lenda dos Corações de Ouro” (6 de agosto); o documentário “La vie de Maria Manuela” (12 de fevereiro); o mockumentary “C’est pas la vie en rose” (12 de março), sobre a gentrificação de Lisboa e o excesso de turismo; mas também “Projeto Global”, sobre as FP-25 (23 de abril), e “Pai Nosso — Os últimos dias de Salazar”, (28 de maio).

A ficção científica é outro dos géneros mais representados em 2026, com pesos pesados da indústria, como Steven Spielberg, que regressa aos fenómenos extraterrestres com “Disclosure Day” (11 de junho); a aura deste cineasta inspirou “Rua Flowervale” (14 de agosto), com Anne Hathaway e Ewan McGregor, vizinhos que, após uma tempestade, são transportados dos anos 80 para uma era pré-histórica com dinossauros; Ridley Scott com “The Dog Stars” (27 de agosto); e, claro, “Duna: Messias”, a muito aguardada conclusão do tríptico de Denis Villeneuve, que só chega às salas quase no fim do ano, a 18 de dezembro.

Carregue na galeria para ver a seleção da NiT com os filmes imperdíveis de 2026, — que inclui nomes como Christopher Nolan, Tom Cruise, Maggie e Jake Gyllenhaal, Elle Fanning ou Stellan Skarsgård.