Estas empresas são definidas por possuírem menos de cinco anos de existência, terem gerado pelo menos dez empregos e alcançado um crescimento médio anual superior a 20%, seja em volume de negócios ou no número de empregados, nos últimos três anos.
A Iberinform, filial da Crédito y Caución, divulgou o Insight View onde dá conta que existem atualmente 2.100 empresas gazela em Portugal.
As empresas gazela são empresas jovens que apresentam ritmos de crescimento muito elevados e sustentados num curto período de tempo. Devem ter até cinco anos de atividade, registar um crescimento anual do volume de negócios (faturação) igual ou superior a 20% durante três anos consecutivos e devem ter um número mínimo de trabalhadores (pelo menos 10 pessoas).
Juntas, as 2.100 empresas gazela empregam mais de 71 mil pessoas. No último exercício de 2024, alcançaram um volume de negócios total de 5.597 milhões de euros, o que representa um aumento de 37,7% em relação ao ano anterior.
Assistimos, ainda, a um crescimento no número total de empresas Gazela, mais 871 empresas que em 2024, onde o total foi de 1.229.
“Embora representem uma parcela reduzida do tecido empresarial, as empresas gazela são fundamentais para a economia. Elas criam postos de trabalho, fomentam a inovação e contribuem para o desenvolvimento económico das regiões onde estão inseridas”, defende o estudo.
No entanto, ainda segundo a Iberinform, 25% das empresas gazela apresentam um risco elevado de incumprimento, 29% têm um risco médio e apenas 46% são classificadas como baixo risco.
O estudo destas empresas identifica os setores com maior concentração, Construção e Imobiliário (25%), Hotelaria e Restauração (17,9%) e Consultoria (12,2%), que em conjunto representam 55,1% do total.
As atividades destas empresas estão distribuídas por 339 categorias distintas da Classificação das Atividades Económicas (CAE). Entre as mais relevantes, destacam-se construção de edifícios e restaurantes tradicionais, que representam 15% e 10% das empresas gazela, respetivamente. Outras atividades significativas incluem atividades de consultoria para os negócios (3%) atividades de programação informática (3%).
No que diz respeito à distribuição geográfica, destacam-se Lisboa (32%), Porto (18%), Braga (9%), Setúbal (7%), Faro (6%).
Este ano, 53% das empresas gazela optaram por constituir-se como sociedades por quotas, demonstrando a preferência por formas jurídicas que exigem menor capital inicial, refere a Iberinform que acrescenta que apesar do crescimento, menos de 1% destas empresas atingiram a dimensão de grandes empresas. A maior parte mantém-se no grupo das pequenas empresas (60%), enquanto 5% são classificadas como médias empresas.