Fácil será encarar Manuel João Vieira como o palhaço de serviço numas eleições presidenciais alimentadas a medições diárias, anunciada ‘eliminatória’ que apurará dois concorrentes para a final, provavelmente em ‘photo finish’. Vieira, 63 anos, artista plástico e das cantigas, corre noutra pista. As suas declarações públicas incluem algumas das promessas mais mirabolantes (como a de proibir a doença ou facilitar a instalação de vinho canalizado em todas as casas) jamais feitas por uma face que conste de um boletim de voto em Portugal. Nos debates, as redes sociais captam os ‘soundbites’ espirituosos. As ações de campanha, essas, revelam uma ambição mais económica. Esta quarta-feira, mostrando a quem o apoiou nas ruas do bairro lisboeta de Campo de Ourique, o que trazia no bolso – 80 cêntimos – jogou pelo seguro (sem segundos sentidos): o humor quase foi suplantado pelo amor ao bairro onde vive há 60 anos.

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