Portugal continental prepara-se para um episódio de chuva e vento esta quinta-feira, 15 de janeiro, devido à passagem rápida de uma tempestade com uma frente fria muito ativa, com os maiores impactos previstos no Noroeste, onde podem acumular-se 20 a 35 mm de chuva e ocorrer rajadas que podem chegar aos 80/90 km/h em zonas do litoral e serras.
De acordo com o Meteored, site especializado em meteorologia, a situação meteorológica é influenciada pela circulação atlântica e por uma depressão a norte, com uma ciclogénese associada que, apesar de não atingir diretamente Portugal, intensifica o fluxo de sul/sudoeste e “empurra” a frente fria e a tempestade pelo continente.
A partir do início da manhã, a precipitação deverá entrar pelo litoral Norte e Centro, evoluindo depois para um regime de aguaceiros à medida que a frente progride para sul e o tempo abre gradualmente no Norte.
As zonas mais afetadas pela chuva: foco no Minho e Douro Litoral
Segundo a previsão divulgada, os distritos de Viana do Castelo e Braga surgem como os mais expostos a chuva persistente e forte, com totais previstos entre 20 e 35 mm.
Ainda segundo a mesma análise, há também áreas dos distritos de Vila Real, Porto e Aveiro com valores dentro desse intervalo, enquanto no resto do país a precipitação deverá ser, em geral, inferior a 10 mm.
No Porto, a previsão aponta para um dia de chuva com períodos de precipitação e aguaceiros, acompanhados de vento, num quadro que coincide com avisos oficiais emitidos para o distrito.
Vento forte: rajadas mais prováveis no litoral e nas terras altas
O vento deverá soprar de sul/sudoeste, por vezes forte no litoral e nas terras altas, com reforço entre a manhã e o fim da tarde, sobretudo a norte do Cabo Mondego e na área da Serra da Estrela.
Há indicações de rajadas até 80/90 km/h em zonas do litoral dos distritos de Braga e Porto, com pico de intensidade previsto para o início da tarde, sendo este um dos fatores de risco para queda de ramos, instabilidade em estruturas e dificuldades na condução.
Nos avisos meteorológicos, o IPMA tem sinalizado períodos de chuva por vezes forte e enquadra também o agravamento do estado do mar, que tende a ser um dos impactos mais sensíveis nestas situações.
Agitação marítima: ondas de 4 a 5 metros e possibilidade de atingir 10 metros
Além da chuva e do vento, o estado do mar merece atenção: o IPMA tem avisos de agitação marítima para vários distritos, com ondas de noroeste entre 4 e 5 metros em períodos de aviso amarelo.
Para o litoral Norte, existem também períodos de aviso laranja associados a ondulação mais significativa, com referência a ondas de 5 a 5,5 metros e altura máxima que pode chegar aos 10 metros, incluindo Porto e Viana do Castelo em janelas específicas.
A recomendação habitual nestes cenários é evitar zonas expostas, como molhes, arribas e passeios junto ao mar, porque a ondulação pode surpreender mesmo quando “parece” controlada.
Neve na Serra da Estrela e o que esperar depois da frente
O Meteored refere ainda que há a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, associada à entrada de ar mais frio após a passagem da frente e à evolução do padrão atmosférico nos dias seguintes.
Depois da tempestade, espera-se que surjam abertas primeiro no litoral Norte e Centro e que a precipitação fique mais intermitente, em aguaceiros, com descida de temperatura e um ambiente mais instável na sexta-feira para Portugal continental.
Para quem quer planear o dia, a regra prática é simples: quinta-feira deverá ser o “pico” do episódio, com atenção redobrada no Noroeste e na faixa costeira, seguindo os avisos do IPMA à medida que forem sendo atualizados.
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