A esteatose hepática ou fígado gordo é uma doença frequentemente ligada à obesidade e diabetes e que se caracteriza pela acumulação de gordura em excesso no fígado.
Segundo o jornal Metrópoles, esta uma doença silenciosa, sendo que há pessoas que podem viver anos com ela sem dar por isso.
De acordo com a endocrinologista Marília Bortolotto, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o facto da doença ser silenciosa não faz com quem seja menos inofensiva.
“A gordura no fígado pode evoluir sem causar sintomas por muito tempo. Quando a inflamação aparece, o órgão já pode estar comprometido”, realçou a médica.
Sintomas de gordura no fígado:
– Dor na zona abdominal
– Cansaço
– Fraqueza
– Perda de apetite
– Aumento do fígado
– Barriga inchada
– Dor de cabeça constante
Nas fases mais avançadas da doença, a principal característica é a inflamação e a fibrose, que levam à insuficiência hepática.
Neste estágio os sintomas mais comuns a registar são:
– Fadiga
– Confusão mental
– Acúmulo anormal de líquido na zona abdominal
– Doenças no encéfalo
– Hemorragias
– Queda no número de plaquetas sanguíneas
– Icterícia (pele e olhos amarelados)
– Fezes sem cor
– Alterações do sono
– Mudanças na coagulação
– Inchaço dos membros inferiores
– Aumento rápido do volume abdominal
Quais as causas de gordura no fígado?
Segundo a endocrinologista existem duas formas de esteatose hepática: a primeira é provocada pelo consumo excessivo de álcool e a segunda por um estilo de vida pouco saudável.
Há ainda outras causas a assinalar:
– Obesidade
– Gravidez
– Sedentarismo
– Diabetes
– Má alimentação
– Colesterol alto
– Pressão alta
– Perda ou ganho muito rápido de peso
– Inflamações crónicas no fígado
Quais os tratamentos para a gordura no fígado?
Segundo o website do grupo Lusíadas, “a melhor forma de prevenir a esteatose hepática e as suas consequências é evitar os fatores de risco, principalmente o peso a mais”. Assim o recomendado é adotar uma dieta saudável, com restrição de açúcares e prática de exercício físico.

Uma dieta rica em gordura a longo prazo pode desencadear alterações biológicas no fígado que aumentam o risco de cancro, de acordo com uma pesquisa do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Mariline Direito Rodrigues | 07:04 – 08/01/2026