João Cotrim Figueiredo anunciou, na manhã desta quinta-feira, que vai submeter “queixa-crime” por difamação contra Inês Bichão.

Confrontado com o facto da ex-assessora, que o acusa de assédio sexual, ter revelado hoje que reportou uma queixa à Iniciativa Liberal (IL), em 2023, o candidato a Belém reiterou que “não tinha conhecimento” da situação.

Cotrim garante que Inês Bichão nunca lhe disse que se sentia desconfortável com algum comentário mas pouco mais quis adiantar.

“Os factos vão ser apurados em tribunal”, atirou, visivelmente chateado com as perguntas dos jornalistas sobre o caso, realçando que quer “concentrar-se na campanha” que é “muito mais importante” para si.

“Este tema é importante mas está a monopolizar a minha campanha, que é provavelmente o propósito de quem pôs isso a circular. Não só quero defender a minha reputação, que obviamente é importante para mim, como defender a minha campanha porque há muita gente que depende daquilo que eu estou a tentar fazer, há muita gente que deve confiar em mim e não posso estar com a minha campanha completamente sequestrada por este tema”, disse, anunciado que vai “submeter queixa-crime hoje” e que ninguém lhe pode “obrigar” a falar deste tema durante os últimos dois dias de campanha.

Além de acusar os jornalistas de estarem a ser “instrumentalizados” pela pessoa que divulgou a publicação de Inês Bichão a dar conta do alegado assédio, Cotrim Figueiredo garantiu que Mariana Leitão vai estar presente no comício de hoje. “Com certeza, sempre esteve previsto e é assim que vai acontecer”, assegurou.

Recorde-se que Inês Bichão, ex-assessora da IL veio hoje, através de um comunicado, explicar que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que “a veracidade dos factos” envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.

Assédio? Tribunal apurará

A ex-assessora do grupo parlamentar da IL disse hoje que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que “a veracidade dos factos” envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.

 Lusa | 10:50 – 15/01/2026