“Sou uma pessoa muito tranquila e estou muito confiante de que não só passarei à segunda volta, como serei o candidato mais votado para ser Presidente da República.” As declarações são de novembro e mostram a confiança inabalável de António José Seguro no caminho para Belém, e também que o longo interregno político não lhe roubou a segurança daquele que acredita ser o seu destino.


Foram dez anos fora das lides políticas, que abandonou em setembro de 2014, na sequência da derrota das eleições primárias contra António Costa. De lá para cá, deu aulas e fez muita coisa, que passou quase sempre por não se manifestar sobre os verdadeiros embates do país, optando por se manter à margem. Regressaria para a corrida à Presidência da República, numa candidatura que definiu “sem amarras” e aberta a todos os democratas, sendo que apenas quatro meses depois o PS formalizaria o seu apoio.


O regresso de António José Seguro, dez anos depois, e o sonho de Belém… sem Primeira-Dama



António José Seguro recorda a mãe e o poema de Drummond de Andrade



Seguro recorda a mãe e o impacto da sua perda após assumir a liderança do PS



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Discreto e contido, é-o tanto na vida política como privada, ainda que tenha na mulher, Margarida Maldonado Freitas, e nos dois filhos um grande pilar. A história de amor vem da juventude e é bastante conhecida, uma vez que mostra uma imagem de Seguro a que não estamos habituados. “Estava numa discoteca, subi para cima de uma coluna a dançar, estava entre amigos”, contou sobre o momento em que viu pela primeira vez aquela que viria a ser a mãe dos filhos. “A minha mulher é muito bonita, por dentro e por fora. Apaixonámo-nos à primeira vista e passados umas semanas estávamos a namorar. Somos diferentes, mas completamo-nos bem. É especial para mim.”


António José Seguro regressa e abraça apoiante


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Apesar disso, se for eleito Presidente da República, não é de esperar que Seguro tenha a seu lado a mulher como Primeira-Dama a tempo inteiro. Em primeiro lugar, em entrevista ao ‘Expresso’, o candidato manifestou o desejo de não ocupar o Palácio de Belém como morada oficial e manter a sua residência nas Caldas da Rainha. “Vou ficar a viver nas Caldas [da Rainha]”, diz, acrescentando que quer manter-se junto à família, ainda que não descarte a hipótese de pernoitar em Lisboa sempre que for preciso.


Em segundo lugar, a mulher, Margarida, farmacêutica e proprietária de farmácias, já fez saber que irá manter a sua ocupação e que estará ao lado do marido mais como apoiante do que propriamente como Primeira-Dama oficial. “A Margarida tem a interpretação de que não há o cargo de primeira-dama em Portugal. Continuará a fazer a sua vida profissional e estará presente quando a exigência de Estado o justifique”, revela o candidato que, nascido em Penamacor – Castelo Branco – gosta de recordar a infância com brincadeiras na rua e uma normalidade que, de resto, tenta adaptar aos dias de hoje, afirmando-se como o mais “moderado” dos candidatos. 


António José Seguro procura apoio para Belém


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“Pertenço àquela esquerda moderada, àquela esquerda moderna que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas”, esclareceu para mostrar que não está preso a qualquer partido. “Sou um homem livre e sem amarras.  Quem me tenta capturar não é bem sucedido.”


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