Para a maior parte da América Latina, sobretudo a América do Sul, a relação com a China é muito importante, mas primordialmente económica. Nos últimos 20 anos, a China tornou-se um importante parceiro comercial e de mercado para as principais exportações da região: minerais para a indústria e tecnologia chinesas, alimentos para a sua vasta população, soja e farinha de peixe para alimentar os seus animais, madeira, entre outros.

A demonstração de poder do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela representou, para a China, um ataque frontal a uma fonte histórica de petróleo, cultivada através de milhares de milhões de dólares em empréstimos e anos de negociações políticas. Mas os EUA, sob Donald Trump, também expressam hoje uma visão mais ampla do poder que passa por quebrar a hegemonia económica da China na América Latina.

Conseguirão os EUA forçar a China a claudicar na sua influência política e económica na América Latina? Ou estará Washington a subestimar uma presença chinesa construída ao longo de duas décadas?

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