Uma espécie de nevoeiro: é assim que, ao nono álbum, Pedro Abrunhosa se refere a vários aspetos de “Inverbo”. Lançado esta sexta-feira, o primeiro disco de originais do portuense desde “Espiritual”, de 2018, traz uma série de canções longas e contemplativas, longe do imediatismo do algoritmo, expressão a que recorre para descrever a pressa contemporânea: no consumo, mas também na criação. Na capa do disco, um homem que não é Pedro Abrunhosa aparece isolado numa paisagem desolada e enevoada. “Se não fosse músico, era monge”, dispara o artista que começámos por conhecer ao volante de canções enérgicas e provocadoras como ‘Não Posso +’ ou ‘Socorro’.
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