Última sondagem diária reforçada: 1200 entrevistas e margem de erro máxima de 2,89%. Veja aqui os resultados para cada candidato, os seus mínimo e máximo, quem os portugueses pensam que vencerá, e quem é mais forte entre homens e mulheres, jovens e mais velhos, classes altas e baixas e por região
A campanha para as eleições presidenciais fecha com três candidatos em empate técnico nos dois lugares que poderão passar a uma provável segunda volta: António José Seguro lidera com 25,1% (mais 0,9 pontos percentuais que na véspera), seguido de André Ventura com 23% (mais 0,1 pontos percentuais) e de João Cotrim de Figueiredo com 22,3% (mais 1,2 pontos percentuais). Estes valores são calculados após distribuição de indecisos.
Note-se que estes últimos resultados da sondagem diária da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF mostram uma subida de Cotrim de Figueiredo depois de conhecida uma acusação de assédio sexual. As entrevistas, que foram reforçadas nos últimos dias (ver ficha técnica em baixo), não espelham ainda assim nem a reação de Cotrim na quinta-feira ao fim da tarde contra os jornalistas, nem as suas controversas declarações noturnas sobre a interrupção voluntária da gravidez.
Os resultados mostram não só o favoritismo dos três candidatos, como uma concentração de votos que os “separou” de Henrique Gouveia e Melo, que acaba com 11,6% (depois de uma queda 1,8 pontos percentuais no último dia), e de Luís Marques Mendes, que fecha a tracking poll com 11,5% (menos 1,1 pontos percentuais do que na véspera.


O gráfico seguinte mostra bem a evolução das intenções de voto ao longo da campanha eleitoral, e como Seguro, Ventura e Cotrim foram subindo, Gouveia e Melo e Mendes descendo, e o pelotão do fundo nunca teve grandes variações.
Menos 10% de indecisos
Os resultados mostram que o número de indecisos se foi reduzindo ao longo da tracking poll, terminando nos 9,6%:
Note-se que o número de indecisos não inclui eventuais eleitores que, já tendo tomado uma decisão, poderão ainda alterá-la. Para isso, os dados sobre a dinâmica de vitória ajudam a complementar a informação disponível.
E os favoritos são…
“Independentemente da sua intenção de voto”, quem pensa que pode ficar em primeiro e em segundo lugar nesta primeira vota? A resposta a esta questão resulta na chamada “Dinâmica de Vitória”, que termina a campanha sob a liderança de António José Seguro (29%) e de André Ventura (25%). Já Cotrim de Figueiredo, que está colado a Ventura nas intenções de voto, fica descolado quanto à percepção de que pode passar à segunda volta, com apenas 13% de respostas.
O gráfico seguinte mostra a evolução desta dinâmica ao longo da campanha: Marques Mendes caiu a pique, da liderança a 5 de janeiro para quarto lugar a 16 de janeiro; Ventura termina como começou, em segundo; Seguro disparou de quarto para primeiro lugar; Gouveia e Melo começou em quarto e acabou em quinto; Cotrim subiu de quinto para terceiro:
Intervalos de votação
Uma análise mais fina da tracking permite ainda observar os intervalos de cada candidato. Com uma margem de erro máxima de 2,89%, o empate a técnico no topo limita-se a três, quando começara por ser a cinco no início da campanha eleitoral:

Ventura e Cotrim com mais voto masculino, Seguro com mais feminino
A tracking poll permite ainda analisar os perfis de voto dos candidatos. Se só os homens votassem, Ventura e Cotrim passariam à segunda volta. Já Seguro lidera destacado o voto feminino:

Cotrim cilindra até aos 34, Ventura ganha daí até aos 54, Seguro não dá hipótese acima dos 55 anos
João Cotrim de Figueiredo é, entre os que têm mais intenções de voto, o candidato que mais depende dos jovens. Dos 18 aos 34 anos lidera com quase 35% dos votos, mas nos eleitores acima dos 55 anos ficaria em quinto lugar, com menos de 12%. Já Seguro ganha nos mais velhos e fica em segundo nos eleitores entre os 35 e os 54 anos, idades em que Ventura lidera:

Ventura forte nas classes mais baixas, Seguro na classe média, Cotrim nas classes altas
Na análise por classes sociais, Seguro é o mais equilibrado dos três da frente. Já Cotrim ganha nas classes mais altas e Ventura nas classes mais baixas:

Seguro líder no Centro e Norte do país, Cotrim forte em Lisboa, Ventura no Sul

Seguro e Cotrim “pescam” votos na AD
Quando se cruza as intenções de voto para as presidenciais com o voto nas últimas eleições legislativas, percebe-se que quem votou AD se dispersa por várias candidaturas e não se concentra em Marques Mendes, candidato que tem o apoio dos partidos da coligação que governa Portugal. Se 27,6% de quem votou AD tenciona votar agora Mendes, 24,4% tenciona depositar o voto em Cotrim, 14,7% encaminha-se para votar Seguro e outro tanto em Gouveia e Melo.
Já Seguro retém 54,2% dos eleitores do PS e Ventura “repete” 82,1% dos votos no Chega nas últimas eleições.

Ficha técnica
Considerando a aproximação do final da campanha e as acusações divulgadas na segunda-feira dirigidas ao candidato Cotrim de Figueiredo, foi decidido um aumento do número de entrevistas diárias. Assim, a partir de 13 de janeiro (inclusive), o tamanho da amostra diária passou a ser de 350 entrevistas e no último dia de campo de 500 entrevistas. A amostra de hoje é de 1200 entrevistas recolhidas nos seguintes dias e com as seguintes proporções:
• 13 de janeiro: 350 entrevistas.
• 14 de janeiro: 350 entrevistas.
• 15 de janeiro: 500 entrevistas;
Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 1200 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±2,89%.
A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos.
Foram realizadas 2459 tentativas de contacto, para alcançarmos 1200 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,80%.
A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC – Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.