Rafinha Bastos

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Reprodução/Rafinha Bastos

Rafinha Bastos protagonizou o maior AMA (Ask Me Anything, ou Me pergunte o que quiser, em português) da história do Reddit no Brasil. O formato já contou com nomes como Barack Obama, Bill Gates e Stephen King. Fora do país desde 2018, o humorista usou o espaço para falar sobre os desafios de construir uma carreira de stand-up no exterior e como foi voltar ao país Brasil após tantos anos.

“Um comediante ruim no Brasil ganha melhor que nos EUA, tem mais oportunidade e sobe mais no palco. De verdade. Lá é duro. Difícil começar. Muita gente querendo”, contou Bastos em uma das respostas, revelando ainda que tem medo da insegurança política e da imigração no país norte-americano. “Tenho receio de levar um pé na imigração e ter que interromper essa jornada. Hoje isso pode acontecer com qualquer um.”

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Ao ser questionado sobre a adaptação de piadas do português para o inglês, Rafinha explicou que quase não traduz seu material do Brasil e que isso faz parte de uma jornada de amadurecimento também. “95% do que faço nos EUA eu criei lá. Não traduzi muito o que fiz no Brasil porque eu mudei. Cresci. Evoluí. Amadureci”, afirmou.

Hoje, Rafinha Bastos é reconhecido como o comediante brasileiro de maior projeção internacional. Com o nome Rafi Bastos, o humorista faz apresentações regularmente em clubes como o Comedy Cellar, além do New York Comedy Club, Caroline’s on Broadway, Laugh Factory e Hollywood Improv. 

Após quase oito anos fora do Brasil, Bastos também comentou o choque cultural no próprio meio do stand-up ao voltar recentemente ao páis, em resposta à um. “Vim pra São Paulo fazer shows e me senti meio perdido. O stand-up aqui criou uma personalidade própria. Isso é muito bacana, mas eu preciso de tempo pra entender onde me encaixo”, revelou.

No fim de 2025, Bastos foi o único estrangeiro eleito um dos 20 comediantes para ficar de olho em 2026 pela Deadline e, em fevereiro, Rafinha será headliner do maior festival de comédia do mundo, o Just for Laughs. 

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