Carnes processadas passam a fazer parte do mesmo grupo de risco do tabaco
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Apesar de estar no mesmo grupo, a OMS esclarece que o tabaco não tem o mesmo nível de intensidade que os processados
Bacon, linguiça, presunto, salsicha e outros alimentos semelhantes passam a integram a lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de alimentos cancerígenos. Carnes processadas passam a fazer parte do mesmo grupo de risco do tabaco, o chamado Grupo 1. Nessa categoria, são reunidas evidencias cientificas solidas de que as substâncias causam câncer em humanos. A exposição ao amianto também está nessa categoria. Segundo a agência, o problema está na quantidade consumida e na frequência. O processo de produção dessas carnes inclui o uso de substâncias como nitritos e nitratos durante a cura, defumação e adição de conservantes, o que pode gerar os compostos potencialmente cancerígenos.
Segundo os estudos, uma porção de 50 gramas por dia seria o suficiente para aumentar de maneira significativa a probabilidade de desenvolver a doença ao longo da vida. Apesar de estar no mesmo grupo, a OMS esclarece que o tabaco não tem o mesmo nível de intensidade que os processados, apenas a quantidade de evidência sobre o grupo. Outros tipos de carne não processadas, como o carne vermelha de boi e porcos frescos apresentaram um risco provável de câncer, sem evidências menos conclusivas. Ainda assim, o consumo excessivo pode levar a tumores no intestino, pâncreas e próstata.
A OMS informa que o objetivo não é causar alarme, mas sim orientar sobre moderação e equilíbrio para uma alimentação mais variada com maior presença de alimentos naturais.