A Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, disse, esta quinta-feira, que o regime “não tem medo de encarar diplomaticamente” os Estados Unidos da América (EUA). A política que sucedeu a Nicolás Maduro avisou que a Venezuela “está a ser ameaçada” e apelou à “união nacional” para enfrentar a “batalha diplomática” em curso contra um país “muito poderoso” que é uma “potência nuclear letal”.
Num discurso na Assembleia Nacional venezuelana, Delcy Rodríguez demonstrou abertura para ir a Washington, sendo que já se falou na possibilidade de a Presidente interina ir à Casa Branca encontrar-se com o Presidente norte-americano, Donald Trump. “Se alguém dia me calhar, como Presidente interina, ir a Washington, vou de pé, a caminhar e não a rastejar”, garantiu.
DELCY RODRÍGUEZ LLAMA A LA “BATALLA DIPLOMÁTICA”
“Si algún día me tocara ir a Washington, iré de pie, no arrastrada, será de pie, nunca reptando ni arrastrándome”.
Parece que le dolió.
Cortesía @DarvinsonRojas pic.twitter.com/Bq80QfIxng— MiguelÁngelRodríguez (@MiguelContigo) January 15, 2026
“Já basta de classes políticas que usurpam o que é ser político para entregar-se às ordens de Washington. E digo isto eu, que a História deu-me essa responsabilidade, num dos momentos mais duros para preservar a paz”, afirmou Delcy Rodríguez, que pediu aos venezuelanos para “não terem medo das contradições”.
A Presidente interina denunciou a existência de uma “mancha” na relação entre os EUA e a Venezuela. Os norte-americanos “cruzaram as linhas vermelhas”, quando “atacaram, agrediram, mataram, invadiram e sequestraram o Presidente Maduro e a primeira-dama”, acusou Delcy Rodríguez, acrescentando que essa “mancha” terá de ser resolvida “diplomaticamente”.
É neste contexto que está em curso uma “nova política na Venezuela”. Nessa lógica, Delcy Rodríguez, apesar das críticas que teceu aos Estados Unidos, assinalou estar disponível numa agenda de “cooperação” com os Estados Unidos.
A Venezuela também tem o direito de “manter relações com todos os povos do mundo”, salientou a Presidente interina, ilustrando: “Temos direito a fazê-lo de forma respeitosa, mas sempre com respeito pelas leis internacionais”.