O Real Madrid entrou em campo para o jogo contra o Levante com as orelhas a arder. Depois do fracasso na Taça do Rei e a derrota na final da Supertaça, a maioria das bancadas recebeu a equipa com fortes assobios. Apenas o hino do clube, tocado pelo sistema de som, conseguiu abafar temporariamente o protesto. Quando a música parou, o descontentamento no Bernabéu tornou-se mais do que evidente, com lenços brancos a serem exibidos e assobios dirigidos também à claque que tentava contrariar com aplausos.
Isto era expectável, pois logo à chegada ao estádio de autocarro, os jogadores e o treinador sentiram a frieza dos adeptos, receberam o autocarro apenas com assobios, sem quaisquer gritos de encorajamento.
O mesmo se repetiu quando os futebolistas saíram para aquecer. Seguiu-se uma nova ronda de assobios quando os jogadores recolheram aos balneários quinze minutos antes do início do jogo. Nessa altura, já havia mais pessoas no estádio e o descontentamento ouviu-se com mais intensidade.
Entretanto, no túnel, Vinicius estava visivelmente perturbado, tendo Mbappé de o consolar.
Antes de os jogadores entrarem em campo, as equipas foram anunciadas pelo sistema de som, como é habitual. As bancadas já estavam preparadas. Seguiram-se assobios, dirigidos principalmente a Bellingham e Vinicius, apesar de a música e a voz do locutor soarem mais alto. O único que recebeu aplausos foi Gonzalo García, quando o seu nome foi anunciado.
Após o início do jogo, os assobios aos jogadores continuaram, ouvindo-se também cânticos de «Florentino, fora, demissão!» Os jogadores eram assobiados a cada toque na bola.