Henrique Gouveia e Melo iniciou o discurso a dizer que os jornalistas lhe perguntaram várias vezes esta sexta-feira se se arrependia de ter iniciado este processo eleitoral. No comício de encerramento da campanha, no Pátio da Galé, em Lisboa, o candidato diz que na sua vida militar nunca “hesitou em partir” e que, nesta “missão” presidencial, a resposta é simples: “Não me arrependo”.
Gouveia e Melo voltou também atirar a André Ventura, ao dizer que “há um candidato que não quer ser Presidente da República, mas quer baralhar e confundir os portugueses. A probabilidade de ganhar à segunda volta é quase zero. Por razões partidárias, concorreu a Presidente da República.” E avisa os potenciais votantes de Ventura: “Se por acaso votarem assim, estão a meter outro candidato na Presidência da República.”
Por outro lado, numa lógica inversa, Gouveia e Melo diz que os “eleitores de esquerda terão de passar seriamente se o vosso útil vai servir para uma direita que se pode unir para eleger André Ventura e acabar com um Presidente radical na Presidência da República.” E adverte: “Esse voto útil [em Seguro] é uma armadilha muito perigosa.”
O almirante ainda que “o PSD anda a navegar em águas turvas sem dizer qual seria a opção. Se a direita ganhar, só vai ganhar com um único candidato: André Ventura.” E acrescenta: “Há um candidato, que sou eu, que não representa nenhuma derrota para nenhum partido.” Ainda no ataque a André Ventura: “Não preciso de fingir que fui militar e vestir um uniformezinho. Podia ter trazido hoje. Podia vestir o meu uniforme, a lei permite-me isso, mas não fiz.”
O candidato diz acreditar “na justiça, na seriedade e na boa análise no povo português.” Repete que as sondagens não votam e apela aos eleitores para darem “uma lição a quem quis manipular perceções.”Confiante, Gouveia e Melo diz aos apoiantes para se prepararem para a segunda volta: “Vem aí a segunda fase.”