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Doença dermatológica crónica é frequente mas continua a ser desconhecida entre profissionais de saúde e população.

Este sábado, 17 de janeiro, assinala-se o Dia Mundial do Líquen Escleroso Vulvar.

O Líquen Escleroso Vulvar é uma doença dermatológica crónica que, apesar de relativamente frequente, ainda é muito desconhecida entre profissionais de saúde e a população em geral.

Em Portugal, estima-se que afete cerca de 1 em cada 30 mulheres, ou seja, cerca de 180 mil mulheres em Portugal.

É um número que espelha não apenas a sua prevalência, mas também o impacto profundo na qualidade de vida das pacientes, lê-se em comunicado enviado ao ZAP.

O líquen escleroso vulvar manifesta-se através de sintomas como prurido intenso, dor, pele esbranquiçada e fina e desconforto genital, que em fases avançadas podem levar a alterações anatómicas significativas e dor durante as relações sexuais.

O atraso no diagnóstico, tal como noutras doenças, é um ponto central.

A apresentação é variada, muitas vezes confundida com outras patologias vulvares (candidíase ou atrofia menopausal).

O diagnóstico pode demorar até 15 anos.

E, durante esse período, muitas mulheres sofrem desnecessariamente sintomas evitáveis e complicações progressivas.

“O líquen escleroso vulvar é uma condição crónica que pode ter um efeito devastador na vida de quem o vive, física e psicologicamente. A falta de reconhecimento por parte de muitos profissionais de saúde contribui para atrasos diagnósticos inaceitáveis. A nossa missão, especialmente neste Dia Mundial, é aumentar a consciencialização e incentivar conversas abertas e sem tabus entre as mulheres e os seus médicos” afirma Dra. Mónica Gomes Ferreira, especialista em ginecologia e diretora clínica no ILIVE (Instituto do Líquen Vulvar Escleroso) by MS Medical Institutes.


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