No «Dois às 10», Cláudio Ramos emocionou os telespectadores ao apoiar Bruna, uma jovem de 20 anos que enfrenta uma depressão grave e que se viu obrigada a abdicar do seu maior sonho por falta de meios financeiros.

Cláudio Ramos protagonizou um dos momento emocionante do «Dois às 10» ao apoiar Bruna, uma jovem de apenas 20 anos que luta contra uma depressão grave e que, nos últimos tempos, se viu obrigada a abdicar do maior sonho da sua vida: a dança.

Bruna contou que encontrou na dança um refúgio e uma forma de expressão, mas que recentemente deixou de frequentar as aulas por não ter condições financeiras para as pagar. “Eu dançava em casa na mesma”, confessou. Questionada por Cláudio Ramos sobre o facto de já não dançar, a resposta foi dura e comovente: “Esse sonho morreu”.

A reação do apresentador foi imediata e cheia de empatia. “Com 20 anos? Olha se o meu sonho tivesse morrido com 20 anos, não estava aqui sentado”, respondeu, recusando aceitar que alguém tão jovem desistisse de algo que ama. Determinado a ajudar, Cláudio garantiu que iria tentar encontrar uma solução: “Eu vou olhar para a tua escola de dança e vou perceber o que se pode fazer”.

Mas o apoio não ficou por aí. Cláudio Ramos deixou ainda um desafio simples, mas carregado de significado: “Mas tu também tens de me prometer que hoje metes a tua canção preferida e vais dançar. Depois mandas o vídeo para eu ver”. E deixou uma mensagem de esperança: “Estamos num lugar escuro, mas não podemos querer lá ficar”.

A história de Bruna é marcada por perdas profundas e uma longa luta contra a ansiedade e a depressão. Durante a pandemia, o isolamento agravou o seu estado emocional, levando-a a automutilar-se e, em 2025, a tentar pôr termo à própria vida por duas vezes. “O escape que encontrei foi cortar-me para substituir a dor mental pela física”, revelou. Apesar de tudo, a jovem admite que hoje começa a perceber o impacto que a sua ausência teria nas pessoas que ama.

Atualmente acompanhada por uma psicóloga e a tomar medicação, Bruna diz que ainda é cedo para afirmar que é feliz, mas garante que quer usar o seu testemunho para dar força a quem atravessa momentos semelhantes. “Agora entendo que ia deixar um vazio nas pessoas mais próximas”, afirmou, sublinhando o papel fundamental do namorado e da família na sua recuperação.

Entre lágrimas, coragem e pequenos gestos que fazem a diferença, o apoio de Cláudio Ramos mostrou que, mesmo quando um sonho parece ter morrido, pode estar apenas à espera de ser resgatado.