A cadela, que chora sempre que encontra sinais de uma vítima, conseguiu seguir o rasto do menino e encontrá-lo. Em pânico e “quase a entrar em hipotermia”, estava aparentemente bem.

Acionada por volta das 23 horas para o desaparecimento de uma criança, a equipa composta por dois binómios cinotécnicos (animal e treinador) avançou para o terreno.

“Sempre em articulação com a GNR e com os bombeiros, tentámos perceber onde foi a última vez que tinha sido vista a criança”, explicou Manuel Cruz, um dos elementos da equipa.

Leia também
Cadela dos bombeiros ajuda a encontrar criança desaparecida em Arcos de Valdevez

Feito esse reconhecimento, Bonny encaminhou-se para um local onde existiam casas abandonadas e deu sinais de que a vítima poderia estar numa delas. Entrou mas não encontrou nada. “Mas chorou, o que significava que a vítima deveria estar por ali”, adiantou Ricardo Martins, tratador da cadela. Depois, avançou para outra casa devoluta e foi aí que a equipa encontrou o menino.

“Verificámos se não tinha ferimentos visíveis e dei-lhe logo o meu casaco”, notou Manuel Cruz. “Mais tarde, quando fui buscar o casaco para ir embora, o menino deu-me um forte abraço e cumprimentou toda a equipa. Isso nunca se esquece”, frisou.

A equipa cinotécnica dos Bombeiros Famalicenses é composta por dois binómios devidamente certificados pela GNR. Só este ano, já interveio em três situações. Atualmente, a equipa que existe há seis anos tem em formação mais dois bombeiros, Rui e Renata.

“É preciso treinar todos os dias”, disse Ricardo, notando que Bonny é “muito sociável, meiga e doce”. “Foi treinada de raiz para busca e salvamento, acho que foi feita para isto”, concluiu Ricardo, cuja profissão é treinar cães.