O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou esta sexta-feira que decidiu apagar um vídeo da gestão das operações de socorro às regiões afetadas pela depressão Kristin das suas redes sociais porque a publicação foi “entendida de uma forma que não era pretendida”.
Em declarações aos jornalistas, o ministro defendeu que a publicação “foi entendida de uma forma que não era pretendida” e, por isso, pediu para ser eliminada.
“Tinha como objetivo clarificar e responder a uma pergunta que tinha sido colocada várias vezes pelos jornalistas. Dada a interpretação gerada, foi retirada porque a última coisa que é preciso fazer é criar ruído e más interpretações, sentimentos de incompreensão…”, explicou.
“Há coisas que não a vale pena. São ruído”, atirou.
O vídeo, sublinhe-se, foi partilhado durante a noite de quinta-feira e eliminado durante a manhã desta sexta-feira, depois de várias críticas.
Segundo avançou o Observador, o vídeo foi “editado e publicado sem o ministro da Presidência ver o resultado final”.
No vídeo, via-se o ministro a acompanhar as operações de socorro e assistência nas regiões afetadas pelo mau tempo, rodeado de assessores, de mangas arregaçadas e até a roer as unhas.
“Em situações de emergência, cada decisão conta — e o planeamento faz a diferença. Ontem e hoje, o Governo usa o manual CORGOV, aprovado após o apagão. Coordenação, comunicação e trabalho de equipa para apoiar quem está no terreno e proteger os portugueses”, lia-se na legenda do vídeo, entretanto apagado.

Leitão Amaro foi alvo de várias críticas depois de ter partilhado nas suas redes sociais um vídeo da gestão das operações de socorro às regiões afetadas pela depressão Kristin. Horas após a publicação (e volvidas muitas críticas), o ministro decidiu apagar o mesmo.
Natacha Nunes Costa | 15:15 – 30/01/2026
Sublinhe-se que a passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

A depressão Kristin causou estragos significativos em Portugal, deixando zonas sem eletricidade, água e rede móvel, sobretudo na região Centro do país. Saiba como ajudar as populações afetadas.
Márcia Guímaro Rodrigues | 16:34 – 30/01/2026