(7) Alberto
Entrou ao intervalo com uma missão clara: dar verticalidade, agressividade e largura a um corredor direito que tinha perdido gás. E cumpriu. Desde o primeiro minuto mostrou intensidade competitiva, atacando a bola e o espaço. Foi importante logo num momento-chave: ganha um duelo aéreo a Cassiano e assistiu, de cabeça, Pablo Rosario para o golo portista. Impediu saídas limpas do Casa Pia e ajudou a manter a equipa instalada no meio-campo ofensivo. Grande corte de cabeça em cima da linha de baliza, após remate forte de Livolant, teve enorme mérito técnico e concentração, mesmo acabando invalidado por fora de jogo. Nunca se escondeu do duelo físico com Abdu Conté, aceitando a luta corpo a corpo e, muitas vezes, levando a melhor. Com bola, foi mais simples e eficaz: menos floreados, mais objetividade. Procurou cruzar, aparecer em zonas de finalização e apoiar por dentro quando o jogo assim o pedia.
(7) Diogo Costa – Jogo ingrato. Quase espectador até sofrer o primeiro golo, onde podia (e devia) ser mais assertivo no ataque ao cruzamento, acabando por encolher-se num lance decisivo. No 2-0, nada a fazer, vítima de autogolo após bola parada. Cresceu no pouco que teve para fazer na segunda parte e foi absolutamente decisivo aos 90’, com uma defesa de joelho a remate de Claudio Mendes que manteve o FC Porto relativamente vivo. Pertinho do fim, foi até à outra área, inspirando-se em Trubin, para tentar o empate. A bola não chegou lá.
(4) Martim Fernandes – Entrada prometedora, a dar largura e alguma iniciativa pela direita, mas o rendimento caiu rapidamente. Perdeu intensidade, deixou de ganhar metros e acabou por ser sacrificado ao intervalo. Um jogo que começou bem e acabou curto, sem impacto defensivo ou ofensivo relevante.
(4) Thiago Silva – Tentou assumir uma saída de bola limpa e algumas aberturas interessantes, mas fica inevitavelmente marcado pelo autogolo caricato, com o joelho, num lance de azar puro, mas também de má coordenação defensiva. Na segunda parte, apareceu mais vezes perto da área adversária e esteve perto de marcar num canto, com um remate surpreendente que obrigou Patrick Sequeira a grande defesa. Saiu quando o FC Porto já jogava tudo no ataque.
(5) Bednarek – Jogo discreto até ao intervalo, muito por culpa da escassa posse do Casa Pia. Ainda assim, a equipa sofreu dois golos com ele em campo e nunca conseguiu impor domínio absoluto na área. Seguro, mas sem liderança evidente nos momentos críticos.
(5) Francisco Moura – Muitas iniciativas na ala esquerda, mas quase sempre inconsequentes. Nunca conseguiu criar verdadeiro desequilíbrio ofensivo e, defensivamente, ficou ligado ao primeiro golo do Casa Pia, deixando-se antecipar no lance que origina o cruzamento. Jogo abaixo do que se exige a um lateral titular.
(7) Pablo Rosario – Um dos rostos da reação portista. Forte fisicamente, sempre disponível para aparecer em zonas de finalização e recompensado com um grande golo logo aos 53 segundos da segunda parte, a fuzilar à entrada da área. Antes e depois disso, muita presença, duelos ganhos e incursões na área, ainda que nem sempre com critério. Um dos poucos a jogar com alma.
(5) Alan Varela – Tentou mexer com o jogo através do remate de longe, num tiraço que passou muito perto, sendo importante a travar as poucas saídas do Casa Pia. Participou diretamente no lance do golo de Pablo Rosario, ganhando a bola antes da finalização. Menos influente do que o habitual na construção, mas cumpridor. Saiu relativamente cedo.
(5) Gabri Veiga – Apagado durante largos períodos. Teve um remate perigoso ainda na primeira parte e outro, já na segunda, após excelente apoio de Samu, que só não deu golo por grande defesa de Patrick Sequeira. Faltou-lhe bola, espaço e continuidade para assumir o jogo como se espera de um criativo.
(5) Pepê – Muito pouco de interessante na primeira parte, sem rasgo nem critério. Melhorou ligeiramente após o intervalo, com mais agressividade e alguns cruzamentos interessantes, incluindo algumas bolas paradas. Ainda assim, ficou longe de ser decisivo e saiu a meio da segunda parte.
(4) Samu – Exibição muito discreta. Pouco envolvido na finalização e pouco influente na ligação do jogo. Tentou ser apoio frontal, como no lance do remate de Gabri Veiga, mas passou demasiado ao lado do jogo. O FC Porto sentiu falta de presença na área.
(5) Borja Sainz – Teve oportunidades para marcar, mas faltou sempre precisão ou equilíbrio, desde o escorregão inicial ao golo anulado por fora de jogo. Mostrou boa visão numa excelente abertura para Pepê, mas sentiu claramente o relvado pesado e nunca conseguiu adaptar-se totalmente às condições.
(4) Froholdt – Abaixo do nível habitual. Pouca intensidade, pouca influência, talvez condicionado pelo relvado pesado. Passou quase despercebido numa fase em que o FC Porto precisava de energia.
(1) William Gomes – Entrada infeliz e curta. Nada acrescentou ao jogo e acabou expulso de forma clara e justa, com uma entrada muito dura e perigosa. Um erro grave que condicionou definitivamente a reta final e que o deixa fora do clássico com o Sporting.
(4) Deniz Gul – Tentou dar presença na área e esteve perto do golo com um remate acrobático de belo efeito, travado por Patrick Sequeira. Pouco tempo em campo, mas deixou um sinal ofensivo.
(4) Pietuszewski – Entrou num contexto quase impossível: relvado pesado, equipa em inferioridade numérica e Casa Pia completamente fechado atrás. Mostrou velocidade e drible curto, mas sem espaço nem tempo para fazer a diferença.