O administrador assume-se um “otimista por natureza” e de olhos postos no futuro diz que gostaria que a empresa voltasse a “produzir dentro de 15 dias”. “Pelo menos dentro de um mês vamos tentar estar a no ativo, porque o nosso cliente não pode parar as linhas”, acrescenta, referindo que produzem um bem pré-hospitalar — uma das peças das embalagens individuais de soro que se utilizam nos hospitais.
“Não podemos estar a parar a produção desse tipo de produto e temos de fazer os possíveis para que isto possa arrancar o mais depressa possível”, alerta ainda. O homem não lamenta de forma veemente a falta de apoio do Estado ou da Câmara Municipal de Leiria, apesar de também não ter ainda recebido qualquer visita ou contacto para apoio.
“O que é que eles vêm fazer, vêm eles próprios para aqui ajudar? Não vai ser isso que vai diminuir o tempo de espera até podermos voltar a produzir”, considera.
[Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet. Elas, e mulheres de vários outros países, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ouça o segundo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio.]
Ali bem perto há quem discorde. Célia Mota e a mãe, Gracinda, lamentam a falta de assistência desde quarta-feira, com os danos na casa da primeira bem visíveis a quem passa na estrada paralela à IC2. Viram passar a Proteção Civil e outras autoridades, mas até sábado ninguém tinha parado para ajudar, mesmo com pedaços de chapa metálica a obstruir a via pública, à mistura com cabos de telecomunicações de um poste que cedeu à força do vento.
“O que está limpo da estrada fomos nós que tirámos a puxar com um trator”, refere Célia. A revolta das duas é muita e Gracinda diz mesmo que está na dúvida se que ir votar no próximo domingo na segunda volta das eleições Presidenciais. Diz-se desiludida com todos os que representam de alguma forma o Estado: “Quando tinha as coisas alugadas paguei sempre os meus direitos ao Estado e agora é isto.”