Quando o avião da missão HALO, que descolou de Shannon, na Irlanda, e sobrevoou o rio atmosférico então localizado a norte dos Açores, regressou à base com os primeiros dados recolhidos, o físico da atmosfera Alexandre Ramos não escondeu a surpresa. A faixa alongada situada a cerca de quatro quilómetros de altitude — “um corredor de transporte de vapor de água oriundo parcialmente dos subtrópicos e arrastado pelos sistemas atmosféricos em direção às nossas latitudes” — revelava-se “mais intensa e mais carregada” do que as que têm sido observadas nas últimas semanas. Assim o constatou o cientista português, investigador do Karlsruhe Institute of Technology (KIT), na Alemanha, e líder desta missão científica aérea.
SubscreverJá é Subscritor?Faça login e continue a lerInserir CódigoComprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para continuar a ler