Saiu de Portugal a 26 de janeiro e regressou dois dias depois. Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, esteve fora do país durante o comboio de tempestades que assolou o país. Partiu três dias após a tempestade Ingrid, apanhou o período da tempestade Joseph e regressou já depois de a Kristin se formar, de o país ter sido colocado em alerta, pelo IPMA e pela Proteção Civil, para os riscos que esta poderia trazer e de esta ter arrasado a zona de Leiria na madrugada de dia 28.

Mário Silvestre partiu em direção a Bruxelas devido a uma formação no âmbito do curso de auditor de Defesa Nacional do Instituto da Defesa Nacional, avançou a Sábado. A deslocação foi autorizada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC), presidida por José Manuel Moura.

“A deslocação [de Mário Silvestre] foi autorizada pelo presidente da ANEPC, uma vez que, à data da partida, não existia qualquer informação relativa à depressão Kristin, da qual apenas fomos formalmente informados no dia 26 de janeiro, às 21h30, com confirmação no dia 27 de janeiro”, explicou à Sábado fonte oficial desta entidade.

Porém, o comandante nacional da Proteção Civil deixou o país dia 26 de janeiro às 7h, quando já se fazia sentir a tempestade Joseph, estando previstos ventos fortes e agitação marítima. O seu regresso só aconteceu dois dias depois às 20h, já após a passagem da tempestade Kristin, que arrasou a região de Leiria na madrugada de 28 de janeiro.

A tempestade Ingrid chegou a Portugal por volta de 23 de janeiro tendo colocado dez distritos em alerta vermelho. À época, foram emitidos alertas para chuva, neve, vento e agitação marítima. O mau tempo provocou um morto e um ferido.

Três dias depois, Mário Silvestre deixou o país. Altura em que chegou a Portugal a tempestade Joseph. Registaram-se chuvas intensas e ventos fortes, tendo a região norte sido particularmente fustigada. E no dia seguinte de manhã, pelas 11h30, 10 mil pessoas ficaram sem luz. Mário Silvestre, contudo, apenas regressou ao país no final do dia seguinte, já a tempestade Kristin tinha arrasado um enorme corredor no centro do país. Até ao momento, esta tempestade já matou dez pessoas.

Durante a sua ausência, foi o 2.º comandante nacional da Proteção Civil quem assumiu as funções de comando, substituindo Mário Silvestre. “O Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil é uma estrutura hierarquizada, tendo estado permanentemente assegurada a presença do 2.º Comandante Nacional e dos cinco Adjuntos Nacionais, que garantem, naturalmente as ausências e impedimentos”, garante a mesma fonte à Sábado.

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