1 milhão e 200 mil pessoas sem eletricidade

Mais de 1 milhão e 200 mil pessoas ficaram sem eletricidade devido à tempestade Kristin que afetou Portugal na semana passada. Às 8 horas desta terça-feira, 118 mil pessoas continuavam sem energia, anunciou a E-Redes em comunicado. Além disso, cerca de 300 mil clientes ficaram sem serviços de telefone, Internet ou televisão. De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), todos os principais operadores – MEO, NOS, Vodafone e Nowo – registaram falhas, com maior impacto nos distritos de Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu. (Foto: Pedro Correia)

5 mil quilómetros de linhas de média, alta e muito alta tensão

A depressão Kristin atingiu mais de 5 mil quilómetros de linhas de média, alta e muito alta tensão, tendo destruído 647 postes de alta e média tensão e 60 postes de muita alta tensão. Segundo a E-Redes, só no distrito de Leiria será necessário repor 680 quilómetros de linha de alta tensão. No total dos cinco distritos mais atingidos (Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Portalegre) é necessário reabilitar 3.750 quilómetros de redes de média tensão e 24 subestações. (Foto: Pedro Correia)

Rajada de vento de 208km/h

Dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram na quarta-feira rajadas de vento superiores a 120 quilómetros por hora, tendo a mais intensa atingido os 208,8km/hora no Parque Eólico das Degracias, no concelho de Soure, assinalada pela Estação Meteorológica da Comunidade Intermunicipal da região Coimbra (CIM). Já a rajada mais forte validada pelo IPMA foi de 178km/h, em Monte Real (Leiria). Na estação do Cabo Carvoeiro houve uma rajada com 149km/h e na estação de Ansião alcançou os 146km/h. (Foto: Pedro Correia)

500 milhões de metros cúbicos

Nos últimos dias, as barragens libertaram cerca de 500 milhões de metros cúbicos de água, o que equivale ao consumo de água de cerca de nove milhões de portugueses num ano. As descargas nas bacias do Tejo, Mondego, Vouga, Tâmega, Douro, Cávado Ave, Minho e Lima começaram há uma semana, uma vez que as previsões apontam para períodos de precipitação forte. (Foto: Nuno Veiga/Lusa)

10 mortos

A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin (três em Leiria, uma em Vila Franca de Xira e uma em Silves). A Câmara da Marinha Grande anunciou outra vítima mortal, à qual se somam mais três óbitos registados por quedas de telhados durante reparações (Batalha, Alcobaça e Porto de Mós) e uma morte por intoxicação com origem num gerador, em Leiria. (Foto: Estela Silva/Lusa)

12 mil ocorrências

A Proteção Civil registou 12 mil ocorrências desde que a depressão Kristin chegou a Portugal (11.839 ), na quarta-feira, sendo que as mais frequentes foram as quedas de árvores e de estruturas, as inundações e movimentos em massa, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa. Nos primeiros três dias de tempestade (de 27 a 30 de janeiro) foram efetuados 32 salvamentos terrestres e 16 aquáticos, num conjunto de ações que já envolveram 34 192 operacionais, apoiados por 12 329 veículos. (Foto: Pedro Correia)

Apoio de 2,5 mil milhões de euros

O Governo anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. As medidas incluem apoios à reconstrução da habitação, agricultura e floresta até 10 mil euros, intervenções urgentes em coberturas e telhados, criação de estrutura de missão para a recuperação, aceleração das peritagens de seguros, dispensa de licenciamento de reconstrução, apoios sociais diretos às famílias (até 537 euros por pessoas ou 1075 por agregado familiar. Além disso, o pacote também prevê apoios para as instituições particulares de solidariedade social, isenção de contribuições e lay-off simplificado, moratórias no crédito à habitação e às empresas, moratória fiscal até dia 31 de março, linha de crédito de 500 milhões para tesouraria, linha de crédito de mil milhões para recuperação empresarial, 400 milhões para infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, 200 milhões para autarquias via CCDR e 20 milhões para património cultural. (Foto: Rui Minderico/Lusa)

68 concelhos

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos. Inicialmente, a situação de calamidade foi decretada para os concelhos de Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Covilhã, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Golegã, Idanha-a-Nova, Leiria, Lourinhã, Lousã, Mação, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Óbidos, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Peniche, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Sertã, Soure, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão, até dia 1 de fevereiro. Mas, o Governo acabou a situação de calamidade aos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar, Sever do Vouga e estendeu o prazo até 8 de fevereiro. (Foto: Rui Minderico/Lusa)

5 dias

Cinco das depois do início da tempestade, a Governo ativou o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, devido à previsão de “agravamento do cenário de risco para pessoas e bens”. (Foto: Pedro Correia)

50 monumentos

A depressão Kristin já provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais e o Governo estima que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação. (Foto: Maria João Gala)