O anúncio da libertação foi feito pelo deputado na Assembleia regional da Madeira, Carlos José Fernandes Ribeiro.



“Depois de meses de detenção arbitrária, Jaime já se encontra em casa, junto da sua mãe e da sua irmã. Segundo a sua afilhada, ainda está em choque, mas rodeado da família uma família que hoje consegue, finalmente, viver este momento com alguma paz”
, anunciou Carlos Fernandes numa publicação no Facebook.


O governo saudou a libertação do luso-venezuelano. “Portugal mantém firme o compromisso diplomático pela liberdade de todos os presos políticos e pelos direitos humanos”, refere nota publicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) nas redes sociais, em que manifesta “solidariedade” a Jaime Reis e família.


Jaime Orlando Macedo estava detido desde junho de 2025 sem acusação e ficou conhecido como o “preso fantasma”. 


“O seu único ‘crime’ foi ser familiar de uma defensora incansável dos direitos humanos, a minha amiga Ana Karina García. Foi detido em julho de 2025, num claro exemplo de perseguição e repressão política”, diz o deputado da Madeira.


Jaime Orlando Macedo é o terceiro luso-venezuelano a ser libertado, depois de Pedro Fernández e Carla Silva. Neste momento estão ainda detidos cinco luso-venezuelanos.
A comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela, na sua maioria da Madeira, é estimada em meio milhão de pessoas.

A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou a 30 de janeiro uma lei de amnistia geral no país para libertar os presos políticos detidos desde 1999 até agora, período que abrange os governos chavistas.

O anúncio foi feito menos de um mês depois da captura, a 3 de janeiro, do presidente Nicolás Maduro numa operação militar “em grande escala” realizada no país sul-americano pelos Estados Unidos.