“A Apritel considera que as declarações do senhor presidente da República são injustas e desajustadas, não reconhecendo a dimensão do esforço extraordinário que está a ser desenvolvido no terreno, nem a complexidade e o risco associado a estas operações”, defendeu, em comunicado.
A associação garantiu que os operadores vão manter um nível máximo de empenho e mobilização até à reposição integral dos serviços.
A presidente executiva (CEO) da Meo garantiu que a empresa ativou de imediato o plano de contigência pela tempestade no dia 28 e considerou que as declarações proferidas pelo presidente da República só podem resultar de informações incompletas.
“Desde o dia 28, ativámos de imediato o nosso plano de contingência, com mais de 1.500 técnicos no terreno, mobilizados de forma contínua, muitas vezes em condições extremamente exigentes” e “foi igualmente acionada a nossa sala de crise, em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo coordenação permanente de todos os meios técnicos e operacionais”, asseverou Ana Figueiredo. “Estamos, desde o primeiro momento, em contacto permanente com as autoridades competentes, com a Proteção Civil e com as entidades de emergência, assegurando total alinhamento institucional”, prosseguiu.
Paralelamente, “foram acionados meios alternativos de emergência, precisamente para mitigar impactos e garantir a maior resiliência possível das comunicações em contextos excecionais”, acrescenta.
Neste momento, “o nosso foco absoluto está na recuperação plena dos serviços e no apoio às populações e às entidades críticas” e “é esse o nosso compromisso”, assegurou a gestora. “As declarações proferidas pelo senhor presidente da República só podem resultar de informações incompletas ou imprecisas sobre o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”, considerou a executiva.
Já o presidente executivo (CEO) da NOS considerou que o presidente da República está certamente mal informado e que as suas declarações demonstram “uma profunda insensibilidade” às centenas de pessoas que estão a recuperar as redes no terreno.
“O senhor presidente da República está certamente muito mal informado”, afirmou Miguel Almeida. “As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal”, rematou o executivo.