Na segunda-feira (2), um turista morreu após ser atacado por um elefante selvagem durante uma caminhada no Parque Nacional de Khao Yai, na Tailândia. O homem, identificado como o tailandês Jirathachai Jiraphatboonyathorn, estava se exercitando a poucos metros de seu acampamento, junto com sua esposa, quando se deparou com o elefante Phlai Oiwan se alimentando fora dos limites da floresta.
Segundo relatos das autoridades do parque, o animal avançou contra o turista, atirando-o ao chão e o pisoteando, enquanto os outros campistas assistiam, sem poder fazer nada. A esposa de Jirathachai conseguiu escapar após guardas do parque afastarem o elefante, mas a o homem não resistiu e morreu na hora. Equipes de resgate e paramédicos constataram ferimentos graves, incluindo múltiplas fraturas.
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Em declaração ao Bangkok Post, um guarda-parque afirmou que o elefante estava no cio no momento do ataque e já havia matado dois moradores em outras ocasiões. Há ainda suspeitas de envolvimento em outros casos ainda não esclarecidos.
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As autoridades afirmam que devem se reunir na sexta-feira (6) para decidir o destino de Phlai Oiwan. Entre as possibilidades avaliadas estão a transferência do animal ou medidas para alterar seu comportamento. Enquanto isso, ordenaram um aumento nas atividades de patrulhamento e monitoramento epediram aos turistas para terem cautela.
No ano passado, uma turista espanhola foi morta enquanto se banhava em um santuário no sul da Tailândia. Blanca Ojanguren García, de 22 anos,visitava a ilha de Yao Yai com o namorado quando foi atacada.
A população de elefantes na Tailândia teve um aumento drástico, passando de 334 em 2015 para 800 no ano passado. Nos últimos dias, autoridades do país aplicaram pela primeira vez uma vacina contraceptiva em elefantas selvagens como parte de uma estratégia para conter o crescimento da população e reduzir conflitos entre animais e comunidades humanas. A ação foi realizada em 25 de janeiro no distrito de Bo Rai, na província de Trat, no leste do país.
Com a pressão sobre os recursos naturais e a redução do espaço disponível, os elefantes têm avançado com mais frequência sobre áreas habitadas em busca de alimento. Desde 2012, esse cenário resultou em 141 mortes humanas, 170 feridos e prejuízos agrícolas em mais de 100 subdistritos de seis províncias do país.
A vacina utilizada é específica para fêmeas selvagens e não envolve esterilização nem procedimentos cirúrgicos. O método estimula o sistema imunológico para impedir a fertilização do óvulo, podendo evitar a gravidez por até sete anos. Após esse período, caso não haja reforço, a capacidade reprodutiva é retomada naturalmente.