Kourosh Keyvani foi condenado por espionagem para a Mossad

Um cidadão sueco foi executado esta quarta-feira pelo regime do Irão, de acordo com um comunicado divulgado pela ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenergard.

“Foi com consternação que recebi a informação de que um cidadão sueco foi executado no Irão”, escreveu a ministra, acrescentando que “a responsabilidade por isto é toda do Irão”.

O homem não foi identificado oficialmente, mas o governo sueco confirmou que se trata de um cidadão detido em junho de 2025. Maria Malmer Stenergard garantiu que foram feitos vários contactos com Teerão no sentido de resolver a situação, pedindo-se um julgamento justo e o seguimento de todos os procedimentos legais.

Órgãos como o Iran International identificam o homem como Kourosh Keyvani, que foi condenado pelo Supremo Tribunal do Irão por espioangem, com acusações de que o homem passava “imagens e informações sensíveis de locais” iranianos a Israel, nomeadamente à Mossad.

“É claro para nós que o procedimento legal que levou à execução do cidadão sueco não foi justo”, pode ler-se no comunicado, que também aproveita para condenar a pena de morte, que na Suécia foi abolida em 1972.

De acordo com dados da BBC que se referem a 2022, o Irão é o segundo país do mundo com mais execuções. Naquele ano foram 576 mortes verificadas, temendo-se que mais tenham ocorrido. Neste registo só a China está à frente, com mais de 1.000 execuções naquele ano.

“A pena de morte é desumana, cruel e um castigo irreversível. A Suécia, com toda a União Europeia, condena a sua aplicação em todas as circunstâncias. A Suécia vai continuar a condenar as graves violações dos direitos humanos no Irão”, reitera o comunicado assinado pela ministra.

Esta execução surge numa altura especialmente conturbada das relações entre o Irão e o Ocidente, já que estamos na terceira semana de uma guerra lançada por Estados Unidos e Israel ao país.

Em declarações à imprensa local, Maria Malmer Stenergard admitiu que tinha informações de que a execução podia estar para breve, pelo que tentou contactar as autoridades iranianas, mas sem sucesso.