
Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca
400 admissões diárias, falta de médicos e camas, 13 horas à espera por uma primeira observação (em abril)… O Hospital Fernando Fonseca está em rutura a vários níveis. “Nunca esteve tão mal.”
Num momento (pós-Inverno) em que os hospitais já deviam estar numa fase mais calma, o Hospital Amadora-Sintra continua caótico.
Como conta o Expresso, esta semana, os doentes urgentes (pulseira amarela) chegaram a aguardar quase 13 horas por uma primeira observação e os muito urgentes (laranja) mais de quatro horas.
Além disso, há falta de médicos e macas, quando o (também chamado) Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca é o maior do país em número de residentes que serve, tendo até 400 admissões diárias.
O semanário destaca ainda que as equipas da Urgência já batizaram o hospital como “Amadora-Síria” – numa alusão a um cenário de guerra.
“Estamos numa situação muito difícil, mesmo no fundo. Nunca esteve tão mal, está a ser desgastante. Durante o dia a equipa está muito desfalcada”, revela, ao referido jornal, o médico internista Mário Ferreira, de 31 anos.
“O amor à camisola conta muito nesta casa. Se não fosse assim as coisas eram muito mais difíceis (…) Mas isto tem um limite”, relata, por seu turno, Tiago Serra, diretor clínico dos Cuidados de Saúde Hospitalares.
Nos corredores, ‘joga-se’ tétris, para encaixar todas as macas e pessoas, num ambiente descrito como “pesado, ruidoso, desordenado, tenso”.
Conta o Expresso que está a ser elaborado um plano (que deverá ser apresentado no verão), que integrará, por exemplo, a construção de mais um edifício para internamento ou a redução da área de referência da urgência.