Michael chega aos cinemas nesta quinta-feira (23) e já virou um dos casos mais curiosos do ano em Hollywood. Mesmo com uma recepção majoritariamente negativa da crítica, o filme caminha para uma estreia gigantesca e pode reescrever o histórico do gênero musical nas bilheterias.
As projeções mais recentes indicam que a cinebiografia de Michael Jackson (1958-2009) pode arrecadar cerca de US$ 150 milhões (R$ 750 milhões) no mundo logo no primeiro fim de semana. Só nos Estados Unidos, a expectativa gira entre US$ 65 milhões (R$ 325 milhões) e US$ 70 milhões (R$ 350 milhões), números bem acima das estimativas iniciais.
Se esse desempenho se confirmar, o filme superará estreias de peso como Bohemian Rhapsody (2018) e Straight Outta Compton (2015), estabelecendo um novo recorde para cinebiografias musicais. O feito chama atenção principalmente pelo contraste com a avaliação da crítica, que atualmente gira em torno de apenas 35% no Rotten Tomatoes.
Grande parte das análises negativas aponta que o longa evita temas mais delicados da vida de Michael Jackson e constrói uma narrativa que favorece apenas o lado artístico do cantor. Ainda assim, há elogios pontuais, especialmente para a atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do astro, que interpreta o Rei do Pop no filme.
Jaafar Jackson em cena de Michael
(Foto: Divulgação/Lionsgate)
Michael foca nos primeiros anos da carreira
A produção acompanha os primeiros anos da carreira de Michael Jackson, desde o período no grupo Jackson 5 até a ascensão solo, quando lançou alguns dos maiores sucessos da história da música, como Beat It, Thriller e Billie Jean. A trilha sonora do filme também chega no mesmo dia da estreia, reforçando o apelo comercial do projeto.
O elenco conta ainda com nomes como Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller e Laura Harrier, em uma produção que aposta alto no alcance global do artista. Sem grandes concorrentes diretos na estreia, o longa deve dominar as salas de cinema no primeiro momento, antes da chegada de lançamentos mais fortes nas semanas seguintes, como O Diabo Veste Prada 2.
Michael pode não conquistar a crítica, mas já mostra força suficiente para se tornar um dos maiores sucessos comerciais do ano e abrir caminho até para uma possível continuação focada em fases mais controversas da vida do cantor.
Assista abaixo ao trailer de Michael: