Dois homens, um de 56 e outro de 53 anos, tiveram a morte por febre amarela confirmada nesta quarta-feira, 22, na cidade de Lagoinha, interior de São Paulo. Outro homem, de 43 anos, também foi identificado com a doença no município de Araçariguama, mas evoluiu para cura.

“Na última semana, São Paulo já havia registrado os primeiros três casos da doença, no Vale do Paraíba, sendo um óbito de um homem de 38 anos em Cunha e dois casos em Cruzeiro, que evoluíram para cura. Em todos os casos registrados este ano, os pacientes não tinham histórico de vacinação”, destaca a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) em comunicado.

A febre amarela não apresenta sintomas característicos e pode ser confundida com diversas outras doenças infecciosas. As manifestações mais comuns são dor no corpo, febre e mal-estar. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para sangramentos espontâneos.

Vacinação é a principal forma de prevenção da febre amarela. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Transmissão do vírus

O vírus da febre amarela é transmitido em dois ciclos epidemiológicos distintos: o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e os vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Nesse ciclo, os seres humanos participam como hospedeiros acidentais ao frequentarem áreas de mata.

Já no ciclo urbano, os seres humanos são os únicos hospedeiros com importância epidemiológica e a transmissão ocorre por meio de mosquitos Aedes aegypti infectados com o vírus.

Vale destacar que, apesar de os macacos serem hospedeiros do vírus no ciclo silvestre, eles não transmitem a doença. A febre amarela é transmitida apenas por mosquitos infectados.

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Vacinação

A vacinação é a principal forma de prevenção da doença. Quem vai viajar para áreas com risco de transmissão deve se vacinar com pelo menos dez dias de antecedência. Esse intervalo garante a proteção antes da exposição ao vírus.

A vacina contra a febre amarela é gratuita e faz parte do calendário de rotina. A aplicação começa ainda na infância, com uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. A partir dos 5 anos, quem não se vacinou ou não tem comprovante deve receber uma dose única.

Quem foi imunizado com a dose fracionada em 2018 deve ir a uma unidade básica de saúde (UBS) para conferir se há necessidade de atualizar a vacinação.

“A SES-SP segue monitorando continuamente o cenário epidemiológico e mantém ativas as ações de vigilância e prevenção em todo o Estado. A orientação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente aos serviços de saúde, contribuindo para a resposta rápida e a redução do risco de transmissão”, cita a pasta.