A Fenprof esteve esta sexta-feira, 17 de julho, na Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar uma queixa relativa ao processo de classificação dos exames nacionais do secundário, envolto em polémica e pautado por falhas técnicas e adiamento de prazos.

A queixa visa “apurar responsabilidades políticas e técnicas, mas há aqui também o que nós entendemos ser uma prática de ilícito criminal”, detalhou à RTP José Feliciano Costa, secretário-geral da estrutura sindical que representa os professores, num dia em que se espera que as notas das provas sejam divulgadas.

“Ao longo deste processo, o que foi exigido aos professores é que fizessem a classificação dos itens que iam sendo recebidos, sem todos os elementos necessários”, afirmou, justificando a apresentação da queixa na PGR. “Os professores classificaram provas, foram pressionados para dar classificações de provas, mas faltavam todos os elementos”, frisou.

José Feliciano Costa recordou alguns dos problemas reportados sobre o processo de classificação dos exames nacionais, como “itens elegíveis, itens que faltavam, professores que estavam a corrigir itens de outros alunos”. “Isso, de facto, no nosso entendimento, constitui uma prática de ilícito criminal, porque não são dadas todas as condições a quem quer classificar provas de exames nacionais”, argumentou.