Notas de entrada mais baixas do que no ano passado e mais vagas a transitar para a fase seguinte são os principais destaques nas áreas de Economia e Gestão da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. A segunda fase do CNAES arrancou ontem e decorre até 3 de setembro. Vamos ver como acaba.

Os cursos de Economia e Gestão não escaparam à diminuição da procura que se fez sentir na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, embora sem atingir a dimensão de outras áreas.

A segunda fase, que arrancou esta segunda-feira, 25 de agosto, apresenta, assim, mais vagas disponíveis do que no ano passado. Em Gestão são 156 que comparam com 25 e em Economia 74 contra 19, em 2024.

Os números da primeira fase do CNAES, cujos resultados foram divulgados este domingo, soam a alarme: 43 899 estudantes colocados, menos 12,1 % face a 2024. Nesta fase, o ano letivo 2025/2026 perde seis mil estudantes face a 2024 e regista uma diminuição considerável da procura em competências digitais. A concurso apresentaram-se este ano menos 16,4% de candidatos, o que está a levantar inquietações e perplexidades. O candidato presidencial, Luís Marques Mendes disse, logo no domingo à noite, que sejam quais forem, as razões têm de ser esclarecidas, porque “menos jovens no ensino superior é uma má notícia”.

Naturalmente, as vagas sobrantes não atingem todos por igual. Das 23 licenciaturas de Gestão oferecidas em Portugal continental, Madeira e Açores, 16 apresentam, neste momento, lotação esgotada: FEP, Nova SBE, UMinho, UAveiro, ISCTE, Faculdade de Economia de Coimbra, Politécnico de Lisboa, UTAD, Universidade de Évora, UBI, Politécnicos de Vianda do Castelo, Coimbra e Leira, Universidade da Madeira e Universidade do Algarve, polo de Faro já ostentam a tabuleta na porta.

A centena e meia de vagas para estudar Gestão não ocupadas na primeira fase do concurso e que transitam para a segunda fase estão em sete estabelecimentos: UAlg (Portimão) quatro, Politécnico da Guarda, 44, Universidade dos Açores, quatro, Politécnico de Portalegre, 25, Politécnico de Bragança, 15, Politécnico de Santarém, 25, e Politécnico de Castelo Branco, 39.

Nas notas de entrada em Gestão também se verifica uma ligeira descida face a 2024. A nota do último colocado na Faculdade de Economia do Porto, instituição que, à semelhança do ano passado, voltou a atrair a nota mais elevada a nível nacional nesta área, foi de 17,80 valores, o que corresponde a um recuo de 0,55 valores face aos 18,35 valores registados na fase homóloga do último ano.

Na Nova SBE, segunda Escola com a nota mais alta, o último estudante entrou com 17,76 valores e na Universidade do Minho, terceira no podium, com 16,88 valores. No ISEG, a média foi de 16,71, na Universidade de Aveiro de 16,53, no ISCTE, 16,45, e na Universidade de Coimbra, 16,15 valores.

No extremo oposto figuram os Politécnicos de Bragança, Santarém e Castelo Branco, com  9,60 valores, neste último, e 10,20, ex-aequo nos restantes.

Em Economia invertem-se os lugares: a Nova SBE é primeira e a FEP segunda. Na Escola de Carcavelos, que abriu 195 vagas, número idêntico ao do último ano, o último aluno colocado apresenta 17,46 valores, menos 0,54 valores do que na fase homóloga do último ano. Na FEP, a nota de entrada foi 17,23, abaixo dos 17,83 valores de 2024.

Tanto em Gestão como em Economia, a completar o podium, está a Universidade do Minho: 16,45 valores, na licenciatura em Economia, e 16,88, na licenciatura em Gestão.

No conjunto dos 14 cursos em Economia disponíveis em Portugal, seis não conseguiram preencher todas as suas vagas, nesta primeira fase do concurso, sobrando 74 para a segunda fase. A saber: Universidade dos Açores, 12, Universidade da Madeira, 33 vagas, UTAD, uma, UBI, 18, Universidade de Évora, seis e  Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, quatro.

Os candidatos têm agora até dia 3 de setembro para fazer a sua escolha.