Mais de 30 anos depois, foi aberta uma cápsula do tempo enterrada pela princesa Diana e por duas crianças em 1991. A caixa só devia ser aberta dentro de “centenas de anos”, mas foi desenterrada por acidente durante as obras no hospital pediátrico de Great Ormond Street, em Londres, revelando objectos como um CD de Kylie Minogue, um passaporte ou uma calculadora.
O objectivo era que a caixa representasse como era a vida nos anos 1990 e tendo sido enterrada quando foi lançada a primeira pedra de um novo edifício Hospital de Great Ormond Street, do qual a princesa de Gales era a patrona — era conhecido o interesse da ex-mulher de Carlos III pelo trabalho solidário. Diana foi acompanhada no momento simbólico por duas crianças que tinham ganhado um concurso do programa de televisão Blue Peter, recorda o The Guardian.
Terá sido a própria princesa de Gales, que morreu em 1997, a escolher o que colocar dentro da caixa com as crianças, incluindo uma fotografia sua entre os objectos. David Watson, então com 11 anos, escolheu o álbum Rhythm of Love de Kylie Minogue, além de uma folha de papel reciclado e um passaporte. Já Sylvia Foulkes, de 9 anos, elegeu uma colecção de moedas britânicas, cinco sementes de árvores e um holograma de um floco de neve.
Como é habitual, a caixa também incluía uma cópia do Times daquela data, que tinha como manchete “As carnes cozinhadas atraem em massa os eleitores soviéticos”, ao lado de uma fotografia do líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev — a Guerra Fria terminou em 1991, na mesma altura em que foi enterrada a cápsula do tempo.
Os objectos da caixa
DR
A imagem divulgada pelo hospital de Londres mostra que os objectos estão quase todos intactos, ainda que os papéis estejam danificados em virtude da humidade do solo. A cápsula foi desenterrada pelos membros da equipa do hospital que já trabalham na instituição em 1991 e pelos que nasceram naquele ano. No mesmo local está a ser construído um centro de oncologia pediátrica, destinado não só aos tratamentos, mas também à investigação científica.
Além da cápsula do tempo enterrada por Diana, há outra que teve o mesmo destino em 1872, enterrada pela então princesa de Gales, Alexandra, que lançou a pedra fundadora do hospital. A caixa, que continha uma fotografia da rainha Vitória, não foi encontrada durante estas escavações — pelo menos para já.