A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira (3) o 36º Alerta Arboviroses Campinas em 2026.
De acordo com o documento, 23 bairros estão com alto risco de transmissão da doença.
As áreas com alto risco de transmissão são:
Leste: Taquaral, Vila Rossi e Borchi, Vila Iza
Noroeste: Cidade Satélite Íris I
Norte: Vila Santa Isabel, Jardim Independência, CDHU Edvaldo Orsi
Sudoeste: Parque Residencial Vila União, Vila Palácios, Jardim Yeda, Jardim Santa Lúcia, Conjunto Habitacional Vida Nova I e II, Núcleo Residencial Vila Vitória, Jardim Marajó
Sul: Jardim São Domingos, Jardim Marisa, Vila Palmeiras I e II
Suleste: Jardim Esmeraldina, Jardim Samambaia, Jardim Tamoio, Jardim Aliança, Jardim Estoril
O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas para eliminar criadouros.
As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana passada e que não aparecem nesta edição. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no boletim desta quinta-feira.
Entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano foram confirmados 3.810 casos de dengue em Campinas.
Conforme a administração municipal, entre o primeiro dia de 2026 e 19 de agosto último foram realizadas 1.138.441 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas e 53.382 para nebulização costal. Visitas domiciliares de profissionais de saúde à população são fundamentais para qualificar a assistência. Na rede municipal de Campinas, elas são realizadas pelos agentes comunitários de saúde, de controle ambiental e por funcionários de uma empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses, como a dengue.
“A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa”, destaca a Prefeitura.
Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos.
Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias.
É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.