A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia Marítima asseguraram este domingo que não se confirma qualquer desembarque de migrantes numa praia em Sesimbra, distrito de Setúbal, após indicação do desembarque de cerca de 20 a 30 pessoas durante a madrugada.

Num comunicado conjunto de esclarecimento sobre a ocorrência na Praia da Foz, na Aldeia do Meco, em Sesimbra, após buscas por mar e por terra na zona, onde uma embarcação de borracha deu à costa, a GNR e a Polícia Marítima (PM) indicaram que a situação poderá estar relacionada com tráfico de droga ou contrabando de combustível.

«Dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas forças policiais têm detetado: movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de combustível», adiantaram.

Na madrugada de hoje, a GNR e a PM receberam uma denúncia de um pescador relativamente a uma embarcação de borracha que tinha dado à costa na Praia da Foz, na zona da Aldeia do Meco, tendo estas forças policiais deslocado-se ao local e apreendido a embarcação.

«No decorrer das diligências policiais que, de forma coordenada, foram desenvolvidas pelas duas forças, surgiu uma indicação de que, nas proximidades daquele local, teriam sido vistos cerca de 20 a 30 indivíduos, situação essa que nenhum testemunho ouvido pelas autoridades confirmou», lê-se no comunicado conjunto.

Do trabalho policial de investigação da GNR e da PM, com buscas no local, concluiu-se «não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona, não se confirmando, assim, a informação da hipotética presença desse grupo de indivíduos».

Apesar dessa conclusão, a GNR e a PM revelaram que «continuarão, de forma coordenada, as diligências policiais, com um dispositivo de investigação e de vigilância terrestre, marítima e aérea, no sentido de procurar consolidar a informação que surgiu e garantir a segurança de todos na área em causa».

Além destas duas forças policiais, a Polícia Judiciária (PJ) também foi chamada a investigar, nomeadamente para realizar perícias à embarcação apreendida, indicou à Lusa fonte da PJ.