Nuno Cardoso, que foi presidente da Câmara do Porto entre 1999 e 2021, morreu na madrugada desta segunda-feira, 7 de setembro, confirmou o DN.
O ex-autarca, engenheiro, que em 2025 voltou a candidatar-se à presidência da Câmara do Porto pela coligação Nós Cidadãos!/PPM, tinha 64 anos e morreu vítima de doença prolongada no hospital de Santo António, segundo avançou o Jornal de Notícias. Já antes, em 2013, tinha sido candidato mas perdera para Rui Moreira.
Nascido no Peso da Régua, a 31 de outubro de 1961, Nuno Cardoso entrou na política ao substituir Fernando Gomes na liderança da autarquia do Porto quando este saiu para o Governo.
Encabeçou pastas determinantes para a cidade, incluindo a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura e a Metro do Porto.
Nuno Cardoso foi também professor universitário na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), presidente da Águas do Douro e Paiva.
“Na sua ação como professor, técnico, vereador e, mais tarde, Presidente da Câmara, colocou o seu conhecimento, a sua inteligência e a sua extraordinária capacidade de realização ao serviço da cidade do Porto e do País”, realçou o Presidente da República, António José Seguro. “Ao seu percurso ficará para sempre ligado o impulso dado a obras e projetos estruturantes para o Porto. Em diferentes momentos e no exercício de distintas responsabilidades, Nuno Cardoso contribuiu decisivamente para uma visão moderna, aberta, culta e ambiciosa da cidade, deixando uma marca que perdurará muito para além do seu tempo”, acrescenta uma nota partilhada no site da presidência.
“Nuno Cardoso fez da amizade, da lealdade e da ética valores fundamentais da sua vida pública e privada, mantendo-se sempre fiel aos seus princípios e às pessoas que com ele caminharam”, remata a nota do chefe de Estado.
Funeral no Peso da Régua
O corpo de Nuno Cardoso seguirá ainda esta segunda-feira para a Igreja da Lapa, no Porto, onde ficará em câmara ardente até terça, dia em que será celebrada, às 14h00, uma Missa de Corpo Presente, na Igreja da Lapa.
Após a cerimónia religiosa, o funeral seguirá para o jazigo de família, no Peso da Régua, “onde terá lugar a última despedida em ambiente reservado aos familiares e amigos mais próximos”, informa um comunicado enviado em nome da família, que, “neste momento de imensa dor”, “agradece todas as manifestações de carinho, solidariedade e respeito que tem recebido”.
A família pede ainda que a sua privacidade seja respeitada durante este período de luto.