{"id":100311,"date":"2025-10-07T00:25:51","date_gmt":"2025-10-07T00:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100311\/"},"modified":"2025-10-07T00:25:51","modified_gmt":"2025-10-07T00:25:51","slug":"sabe-qual-e-concelho-mais-rico-do-pais-e-o-que-paga-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100311\/","title":{"rendered":"sabe qual \u00e9 concelho &#8216;mais rico&#8217; do pa\u00eds? E o que paga melhor?"},"content":{"rendered":"<p>Em Portugal, a diferen\u00e7a de rendimentos entre concelhos continua a ser de extremos: em cinco munic\u00edpios do pa\u00eds, os habitantes recebem, em m\u00e9dia, menos de mil euros por m\u00eas \u2014 j\u00e1 com subs\u00eddios e b\u00f3nus inclu\u00eddos. No extremo oposto, concelhos como Oeiras, Alcochete e Sines registam rendimentos mensais m\u00e9dios acima dos dois mil euros, refletindo um pa\u00eds de fortes contrastes salariais.<\/p>\n<p>De acordo com a \u2018R\u00e1dio Renascen\u00e7a\u2019, Oeiras mant\u00e9m-se entre os concelhos com maior poder de compra, ao lado de Lisboa e Porto. Em 2021, estes tr\u00eas munic\u00edpios concentravam mais de 15% da capacidade nacional de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. Nesse mesmo ano, Lisboa apresentava um poder de compra 86% acima da m\u00e9dia nacional, Oeiras 65% e Porto 47%. Ainda assim, em nove de cada dez concelhos \u2014 um total de 277 dos 308 \u2014 o poder de compra ficava abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Concelhos mais ricos e mais pobres<\/strong><\/p>\n<p>Entre os concelhos com menor poder de compra destacam-se Ponta do Sol e Porto Moniz, na Madeira, Penamacor, em Castelo Branco, e Vinhais, em Bragan\u00e7a. Nestes territ\u00f3rios, o poder de compra \u00e9 cerca de 40% inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional e mais de 120% abaixo do registado em Lisboa.<\/p>\n<p>Por regi\u00f5es, a \u00c1rea Metropolitana de Lisboa lidera o PIB per capita, com cerca de 26,5 mil euros de riqueza por habitante. Seguem-se o Alentejo Litoral, com 25 mil euros, Aveiro (21 mil euros) e as regi\u00f5es de Leiria e Baixo Alentejo, ambas com cerca de 20 mil euros. No entanto, a capital foi a que menos cresceu: o PIB de Lisboa aumentou apenas 12% em 15 anos, enquanto a regi\u00e3o do Ave registou uma subida superior a 50%.<\/p>\n<p><strong>Castro Verde no topo dos sal\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Castro Verde, no distrito de Beja, \u00e9 o concelho com os sal\u00e1rios m\u00e9dios mais elevados do pa\u00eds. O rendimento mensal m\u00e9dio atinge os 2.479 euros, valor impulsionado pela Somincor \u2014 empresa que explora a mina de Neves-Corvo e produz concentrados de cobre, zinco e chumbo. A atividade mineira fez disparar a economia local, com um aumento de mais de 400 euros nos sal\u00e1rios em apenas quatro anos.<\/p>\n<p>Logo a seguir surgem concelhos industriais como Sines e Alcochete, tamb\u00e9m com remunera\u00e7\u00f5es m\u00e9dias acima dos dois mil euros. Oeiras aparece em quinto lugar, com 2.100 euros, seguido de Lisboa (1.985 euros) e Porto (1.761 euros).<\/p>\n<p>Segundo a \u2018R\u00e1dio Renascen\u00e7a\u2019, apenas 21 concelhos portugueses t\u00eam rendimentos m\u00e9dios mensais superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional \u2014 atualmente fixada em 1.460 euros. Nos restantes 287 munic\u00edpios, os sal\u00e1rios continuam abaixo desse valor.<\/p>\n<p><strong>Onde se ganha menos<\/strong><\/p>\n<p>No outro extremo, Penedono, no distrito de Viseu, regista o ganho m\u00e9dio mensal mais baixo do pa\u00eds: 952 euros em 2023, quando o sal\u00e1rio m\u00ednimo era de 760 euros. Em Gavi\u00e3o, no distrito de Portalegre, os rendimentos cresceram 50% desde 2021, passando de 850 para 1.250 euros \u2014 a maior subida verificada desde as \u00faltimas aut\u00e1rquicas. J\u00e1 Cinf\u00e3es foi o \u00fanico concelho onde a m\u00e9dia de rendimentos desceu, caindo de 1.138 para 1.080 euros.<\/p>\n<p><strong>Desemprego abaixo dos 5% na maioria dos concelhos<\/strong><\/p>\n<p>O desemprego acompanha de perto as disparidades salariais. Castro Verde registava apenas 3,2% de desempregados em 2024, enquanto em concelhos do Alentejo, como Mour\u00e3o, Moura, Odemira e Monforte, as taxas ultrapassavam os 10%.<\/p>\n<p>Outros munic\u00edpios com elevado desemprego incluem Mur\u00e7a, em Vila Real, e Moimenta da Beira, em Viseu. No extremo oposto, Trancoso apresenta a menor percentagem de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional, com apenas 2%.<\/p>\n<p>Em 169 concelhos do continente, a taxa de desemprego \u00e9 inferior a 5%, sendo superior a 10% apenas em sete munic\u00edpios \u2014 sinal de que o mercado de trabalho portugu\u00eas est\u00e1 mais equilibrado, mas ainda profundamente desigual em termos de rendimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em Portugal, a diferen\u00e7a de rendimentos entre concelhos continua a ser de extremos: em cinco munic\u00edpios do pa\u00eds,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":100312,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-100311","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100311"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100311\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}