{"id":100339,"date":"2025-10-07T00:57:10","date_gmt":"2025-10-07T00:57:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100339\/"},"modified":"2025-10-07T00:57:10","modified_gmt":"2025-10-07T00:57:10","slug":"cinco-bancos-emitiram-este-ano-215-mil-milhoes-em-obrigacoes-preferenciais-o-melhor-spread-foi-da-cgd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100339\/","title":{"rendered":"Cinco bancos emitiram este ano 2,15 mil milh\u00f5es em obriga\u00e7\u00f5es preferenciais. O melhor spread foi da CGD"},"content":{"rendered":"<p>        O mercado tem estado animado no que\u00a0 \u00e0s emiss\u00f5es preferenciais emitidas pelos bancos portugueses diz respeito. At\u00e9 agora, emitiram este tipo de d\u00edvida, o Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, o Banco Montepio, o Novobanco, o BCP e a Caixa Geral de Dep\u00f3sitos. At\u00e9 agora a CGD fez a emiss\u00e3o com melhor pricing.    <\/p>\n<p data-olk-copy-source=\"MessageBody\">O mercado tem estado animado no que \u00e0s emiss\u00f5es preferenciais emitidas pelos bancos portugueses diz respeito.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">At\u00e9 agora, emitiram este tipo de d\u00edvida, o Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, o Banco Montepio, o Novobanco, o BCP e a Caixa Geral de Dep\u00f3sitos. Ao todo o valor destas emiss\u00f5es de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial ascende at\u00e9 agora a 2,15 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>A d\u00edvida s\u00e9nior preferencial \u00e9 um tipo de obriga\u00e7\u00e3o financeira com prioridade no pagamento em caso de fal\u00eancia, sendo ressarcida antes de outros tipos de d\u00edvidas e obriga\u00e7\u00f5es subordinadas. Estas obriga\u00e7\u00f5es t\u00eam um risco menor e s\u00e3o por isso mais procuradas por investidores, que as consideram seguras, o que permite que as empresas captem financiamento em melhores condi\u00e7\u00f5es. Em caso de insolv\u00eancia do banco, os detentores de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial recebem os seus fundos antes dos detentores de d\u00edvidas j\u00fanior ou subordinadas, garantindo uma maior seguran\u00e7a para o investidor. \u00a0<\/p>\n<p>Os bancos e outras institui\u00e7\u00f5es financeiras emitem estes t\u00edtulos para captar fundos, fortalecendo a sua base de capital e, muitas vezes, cumprindo requisitos regulamentares como o MREL (Minimum Requirements for Own Funds and Eligible Liabilities), o que melhora a sua estrutura de passivos.<\/p>\n<p>Estas emiss\u00f5es n\u00e3o contam para capital mas apenas para responder a requisitos de liquidez.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora a CGD fez a emiss\u00e3o com melhor pricing.<\/p>\n<p>O Novobanco inaugurou o mercado destas emiss\u00f5es este ano, quando a 15 de janeiro emitiu d\u00edvida s\u00e9nior preferencial no valor de 500 milh\u00f5es de euros, com maturidade a 22 de janeiro de 2031 e op\u00e7\u00e3o de reembolso antecipado pelo banco a 22 de janeiro de 2030 (5 anos). Estas obriga\u00e7\u00f5es foram subscritas a 99,589%, com cup\u00e3o fixo de 3,375% nos primeiros 5 anos, passando a vari\u00e1vel (Euribor 3 meses acrescido de um spread de 105 pb).<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o do Novobanco foi colocada junto de investidores institucionais internacionais, despertando interesse de mais de 100 investidores e compreendeu uma base de investidores geograficamente diversificada, incluindo Reino Unido (21%), It\u00e1lia (20%), Ib\u00e9ria (18%), Fran\u00e7a (18%) e N\u00f3rdicos (11%). A emiss\u00e3o foi maioritariamente colocada junto de investidores de refer\u00eancia, incluindo gestoras de ativos (47%) e bancos e bancos centrais (30%), anunciou o banco na altura.<\/p>\n<p>Seguiu-se a 22 de janeiro o Grupo Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, que, atrav\u00e9s da Caixa Central \u2013 Caixa Central de Cr\u00e9dito Agr\u00edcola M\u00fatuo, emitiu d\u00edvida no mercado internacional sob a forma de t\u00edtulos representativos de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial ligados \u00e0 Sustentabilidade Social.<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o, no montante de 300 milh\u00f5es de euros, realizada ao abrigo do Programa EMTN de 2 mil milh\u00f5es de euros tem uma maturidade de 5 anos, at\u00e9 Janeiro de 2030, com op\u00e7\u00e3o de reembolso antecipado no quarto ano e um pre\u00e7o de emiss\u00e3o de 99,686%, com uma taxa de cup\u00e3o anual de 3,625% nos primeiros 4 anos, passando posteriormente a taxa vari\u00e1vel (Euribor 3 meses, acrescida de um spread de 135 pontos base).<\/p>\n<p>No come\u00e7o do Ver\u00e3o, mais precisamente a 16 de junho, foi a vez do BCP fazer uma emiss\u00e3o de t\u00edtulos de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial eleg\u00edvel para MREL no valor de 500 milh\u00f5es de euros ao abrigo do seu Euro Note Programme.<\/p>\n<p>Esta emiss\u00e3o tem um prazo de 6 anos, com op\u00e7\u00e3o de reembolso antecipado pelo BCP no final do 5\u00ba ano, um pre\u00e7o de emiss\u00e3o de 99,631% e uma taxa de juro fixa de 3,125% ao ano, durante os primeiros 5 anos (correspondente a um spread de 0,95% sobre a taxa midswap de 5 anos). No 6\u00ba ano, a taxa de juro resultar\u00e1 da soma da Euribor a 3 meses com um spread de 0,95%.<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o do banco liderado por Miguel Maya foi feita no mercado internacional e numa base muito diversificada de investidores institucionais, sobretudo, em fundos de investimento, bancos e fundos de pens\u00f5es, tal como revelou na altura o banco.<\/p>\n<p>Depois foi a vez do Banco Montepio. No dia a seguir, 17 de junho, o banco da associa\u00e7\u00e3o mutualista Montepio Geral fez uma emiss\u00e3o de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial eleg\u00edvel para MREL, no montante de 350 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o, com maturidade de 4 anos e op\u00e7\u00e3o de reembolso antecipado no final do 3.\u00ba ano, foi lan\u00e7ada com um pre\u00e7o de emiss\u00e3o de 99,877% e um cup\u00e3o fixo de 3,5% ao ano nos primeiros tr\u00eas anos. Nas condi\u00e7\u00f5es est\u00e1 previsto que caso n\u00e3o seja exercida a op\u00e7\u00e3o de reembolso antecipado, a taxa para o \u00faltimo ano ser\u00e1 indexada \u00e0 Euribor a 3 meses acrescida de um spread de 1,48%.<\/p>\n<p>O banco liderado por Pedro Leit\u00e3o, revelou que foram alocadas ordens a mais de 130 investidores institucionais, com destaque para geografias como o Reino Unido e Irlanda (22%), Fran\u00e7a (21%), Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (20%), It\u00e1lia (17%) e Benelux (11%). O Banco Montepio salientou ent\u00e3o que \u201ca taxa de cup\u00e3o da nova emiss\u00e3o (3,5%) foi 6,5 pontos percentuais abaixo da taxa da obriga\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel emitida em outubro de 2023 (10,0%), o que reflete, essencialmente, a melhoria do perfil de cr\u00e9dito do banco, tamb\u00e9m traduzida na subida do rating atribu\u00eddo pelas ag\u00eancias de nota\u00e7\u00e3o de risco\u201d.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Por fim a CGD realizou no passado dia 30 de setembro uma emiss\u00e3o \u201cverde\u201d de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial, no montante de 500 milh\u00f5es de euros, com o prazo de 6 anos e a possibilidade de reembolso antecipado ao fim de 5 anos.<\/p>\n<p>O spread fixado foi de 65 bps, o mais baixo para uma emiss\u00e3o s\u00e9nior preferencial da Caixa, correspondendo a um cup\u00e3o de 3%.<\/p>\n<p>\u201cEste pre\u00e7o representa uma redu\u00e7\u00e3o do custo de financiamento superior a 275 p.b. face \u00e0 \u00faltima emiss\u00e3o desta natureza\u201d, explicou o banco liderado por Paulo Macedo.<\/p>\n<p>Esta emiss\u00e3o da CGD compara favoravelmente com as outras emiss\u00f5es de bancos portugueses de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial realizadas em 2025.<\/p>\n<p>Portanto, resumindo, o spread da CGD foi de 0,65%, quando o do BCP foi de 0,95%, o do Novobanco 1,05%, o do Cr\u00e9dito Agr\u00edcola\u00a0 de 1,35% e o do Montepio de 1,48%.<\/p>\n<p>Escusado ser\u00e1 dizer que o spread equivale ao pr\u00e9mio de risco, e quanto maior o spread mais risco.<\/p>\n<p>Nem o BPI, nem o Santander Totta realizaram este ano emiss\u00f5es de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial eleg\u00edvel para MREL. O BPI e o Santander fizeram emiss\u00f5es sim, mas de\u00a0Obriga\u00e7\u00f5es Cobertas.<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o da CGD foi colocada exclusivamente junto de investidores institucionais. Na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da coloca\u00e7\u00e3o junto dos investidores destacaram-se Fran\u00e7a (29%), Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (28%), Alemanha, \u00c1ustria e Su\u00ed\u00e7a (18%), Benelux (12%) e Reino Unido e Irlanda (10%). Por tipo de investidores salientam-se os fundos de investimento, seguradoras e fundos de pens\u00f5es que tomaram, conjuntamente, cerca de 73% do total da emiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta foi a sua terceira emiss\u00e3o \u201cVerde\u201d de d\u00edvida s\u00e9nior preferencial, atraindo o interesse de investidores ESG que representaram aproximadamente 72% da aloca\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o. Cerca de 63% destes s\u00e3o considerados \u201cDark Green\u201d, i.e., s\u00e3o os mais exigentes em termos de crit\u00e9rios ambientais e \u00e9ticos, segundo a Caixa.<\/p>\n<p>Esta nova emiss\u00e3o foi a quarta com caracter\u00edsticas ESG realizada pela Caixa desde 2021, quando se tornou no primeiro banco portugu\u00eas a emitir uma obriga\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. O total emitido desde ent\u00e3o \u00e9 de 1,8 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O mercado tem estado animado no que\u00a0 \u00e0s emiss\u00f5es preferenciais emitidas pelos bancos portugueses diz respeito. 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