{"id":100486,"date":"2025-10-07T07:25:07","date_gmt":"2025-10-07T07:25:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100486\/"},"modified":"2025-10-07T07:25:07","modified_gmt":"2025-10-07T07:25:07","slug":"estudo-revela-causas-geneticas-em-95-das-mortes-subitas-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/100486\/","title":{"rendered":"Estudo revela causas gen\u00e9ticas em 9,5% das mortes s\u00fabitas \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto MOSCAT (Morte S\u00fabita Catalunha), em Espanha, descobriu que 9,5% das mortes s\u00fabitas em pessoas com menos de 35 anos t\u00eam origem numa causa card\u00edaca heredit\u00e1ria, informou na segunda-feira a ag\u00eancia EFE.<\/p>\n<p>\u201cOs testes gen\u00e9ticos identificaram <strong>fatores heredit\u00e1rios ligados a patologias card\u00edacas em 9,5% dos casos envolvendo pessoas at\u00e9 aos 35 anos que morreram subitamente<\/strong>, sem causa identific\u00e1vel\u201d, refere a EFE.<\/p>\n<p>O projeto, que investiga as causas cardiovasculares de mortes s\u00fabitas inesperadas, analisou mais de 1.200 casos, destacando que a iniciativa foi promovida pelo grupo de Gen\u00e9tica Cardiovascular do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Biom\u00e9dica Josep Trueta de Girona (IDIBGI).<\/p>\n<p>Para o estudo, publicado na revista cient\u00edfica Journal of Molecular Diagnostics, foram estabelecidos dois grupos de casos. Um grupo correspondia a 685 pessoas at\u00e9 aos 35 anos e 567 indiv\u00edduos, entre os 36 e os 50 anos, faziam parte de outra amostra.<\/p>\n<p>No primeiro grupo, os testes detetaram agentes patog\u00e9nicos (que causam doen\u00e7as) card\u00edacos em 9,5% das mortes.<\/p>\n<p>A maior taxa de incid\u00eancia gen\u00e9tica detetada foi nas mortes por aneurismas da aorta tor\u00e1cica (rotura de uma parte da art\u00e9ria devido \u00e0 fragilidade da parede arterial) e miocardite (inflama\u00e7\u00e3o do mioc\u00e1rdio), com 33,3%, sendo o mioc\u00e1rdio o m\u00fasculo card\u00edaco que forma a maior parte da parede do cora\u00e7\u00e3o. A aorta \u00e9 a art\u00e9ria respons\u00e1vel por transportar o sangue rico em oxig\u00e9nio do cora\u00e7\u00e3o para todos os \u00f3rg\u00e3os e tecidos do corpo.<\/p>\n<p>Com base nos dados, os investigadores recomendaram testes gen\u00e9ticos de rotina ao grupo com 685 pessoas, para detetar altera\u00e7\u00f5es no DNA que possam estar associadas a doen\u00e7as heredit\u00e1rias ou a riscos para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>No segundo grupo, a taxa de morte s\u00fabita associada a causas gen\u00e9ticas foi mais baixa (4,9%), sendo os aneurismas da aorta tor\u00e1cica a principal causa (33%). Nestes casos, os investigadores sugerem recorrer a testes gen\u00e9ticos apenas quando a aut\u00f3psia n\u00e3o esclarece a causa da morte ou quando h\u00e1 suspeita de cardiopatia estrutural heredit\u00e1ria (doen\u00e7as card\u00edacas com altera\u00e7\u00f5es na estrutura do cora\u00e7\u00e3o que s\u00e3o transmitidas de pais para filhos).<\/p>\n<p>O chefe do Servi\u00e7o de Cardiologia de Trueta e um dos pricipais autores do estudo, Ramon Brugada, disse que \u201cidentificar uma causa gen\u00e9tica permite-nos detet\u00e1-la nos familiares do falecido e implementar medidas preventivas, como exames cardiol\u00f3gicos regulares\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>morte s\u00fabita \u00e9 um dos fatores de mortalidade mais comuns,<\/strong> especialmente entre os menores de 50 anos, e as doen\u00e7as card\u00edacas s\u00e3o a principal causa destas mortes inesperadas, frequentemente associadas a doen\u00e7as heredit\u00e1rias, segundo o IDIBGI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Projeto MOSCAT (Morte S\u00fabita Catalunha), em Espanha, descobriu que 9,5% das mortes s\u00fabitas em pessoas com menos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":100487,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[442,6727,13605,14199,116,1437,32,33,2946,117,58],"class_list":{"0":"post-100486","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciu00eancia","9":"tag-doenu00e7as","10":"tag-doenu00e7as-cardiovasculares","11":"tag-estudo-cientu00edfico","12":"tag-health","13":"tag-morte","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-sau00fade","17":"tag-saude","18":"tag-sociedade"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100486\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}